A agência de notícias Tasnim, associada ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, divulgou um vídeo em seu canal oficial que incita a morte da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. O material é apresentado como um guia de execução e convoca militantes radicais a mapear os estabelecimentos de luxo que ela frequenta em Nova York.
De acordo com a agência iraniana, o conteúdo é fundamentado em supostas informações obtidas por redes de inteligência anônimas. O vídeo inclui esquemas sobre a operação do Serviço Secreto americano e mapeia os locais que Melania costuma visitar, sugerindo que sua rotina em lojas de alta-costura a torna um alvo vulnerável. O material também menciona que a equipe de segurança da primeira-dama opera de maneira diferente da do presidente Donald Trump, com protocolos e nomes em código próprios. A agência sugere o recrutamento ou suborno de funcionários e gerentes das lojas que ela frequenta para facilitar um ataque.
Entre os detalhes operacionais, o vídeo destaca que, durante visitas oficiais, o perímetro de segurança remove lixeiras e bueiros. Por essa razão, conclui que a estratégia mais eficaz seria o uso de agentes neurotóxicos, especificando quais substâncias químicas poderiam causar envenenamento sem deixar vestígios imediatos. O vídeo termina com uma ameaça direta ao filho do casal presidencial, Barron Trump, afirmando que "isso é só o começo".
Esse incitamento ocorre em um contexto de escalada militar entre os Estados Unidos e o Irã. Na mesma data, o governo iraniano confirmou que o Aeroporto de Bushehr, localizado no sul do país, ficou completamente inoperante após ataques aéreos americanos. A porta-voz do Executivo iraniano, Fatemeh Mohajerani, declarou que a infraestrutura precisará ser reconstruída desde os alicerces, mencionando que uma aeronave recém-adquirida foi destruída por mísseis. Além do aeroporto, bombardeios americanos atingiram uma estação ferroviária e duas pontes estratégicas no Irã, enquanto forças iranianas lançaram ataques contra posições e bases militares dos EUA no Oriente Médio.
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