O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, negou um pedido da Polícia Federal para a realização de buscas e apreensões contra o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. A solicitação estava vinculada à 10ª fase da Operação Overclean, que investiga um esquema de suposto direcionamento de licitações na Prefeitura de Belo Horizonte durante o período de 2024 a 2025.
Investigação sobre fraudes em licitações
A operação, deflagrada nesta quinta-feira (17), tem como foco principal o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. A Polícia Federal apura irregularidades no fornecimento de serviços e materiais didáticos. Segundo as autoridades, os contratos sob análise somam mais de R$ 80 milhões em valores atualizados.
A corporação aponta que os fatos investigados podem configurar crimes contra a administração pública, incluindo fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A investigação busca desarticular uma rede que, desde dezembro de 2024, já atingiu diversos agentes políticos, incluindo prefeitos e deputados em diferentes estados brasileiros.
Contexto da Operação Overclean
Desde o início das diligências, a Operação Overclean ganhou notoriedade nacional devido a episódios marcantes, como a apreensão de grandes quantias de dinheiro escondidas em locais inusitados, como gavetas e calçados. O alcance da investigação tem sido amplo, com o cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão distribuídos por estados como Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.
No caso específico envolvendo ACM Neto, que é vice-presidente do União Brasil, a Polícia Federal sustentou que o político teria indicado um secretário supostamente envolvido nas irregularidades em Belo Horizonte. O pedido de busca, contudo, foi indeferido pelo ministro relator, que considerou os elementos apresentados insuficientes para a medida cautelar extrema contra o político, conforme reportado pelo portal Política Livre.
Desdobramentos políticos e judiciais
Até o momento, a defesa de ACM Neto não se manifestou publicamente sobre o caso. A investigação segue em curso sob o monitoramento do STF, que mantém o controle sobre os pedidos de diligências contra autoridades com foro privilegiado. A 10ª fase da operação reforça o empenho da Polícia Federal em rastrear o fluxo de recursos públicos em contratos municipais suspeitos.
Fonte: politicalivre.com.br
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
