A Prefeitura de Feira de Santana confirmou que realizará uma nova licitação para a concessão do Estádio Alberto Oliveira, popularmente conhecido como Joia da Princesa. A decisão ocorre após a inabilitação do único consórcio participante do processo anterior, que era composto pela Webfoco Telecomunicações Ltda. e pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Fluminense de Feira.
O prefeito José Ronaldo explicou que a medida tornou-se necessária devido ao não cumprimento de exigências técnicas previstas no edital. Embora o grupo tenha liderado a fase de proposta comercial, a falha na etapa de habilitação documental inviabilizou a continuidade da concorrência, que visava delegar a gestão, manutenção e exploração comercial do equipamento esportivo por um período de 35 anos.
Inabilitação e recursos administrativos
A comissão de contratação concluiu a análise dos documentos em 19 de junho, apontando pendências que levaram à desclassificação do Consórcio Joia da Princesa. Em resposta, a empresa líder do grupo apresentou um recurso administrativo em 22 de junho, solicitando a reconsideração da decisão e argumentando que os demonstrativos financeiros e atestados técnicos estavam em conformidade com as exigências ou poderiam ser complementados.
A defesa do consórcio sustentou que os balanços patrimoniais e demonstrativos de resultados já eram públicos e acessíveis. No âmbito técnico, o grupo defendeu a validade dos atestados de obras de engenharia apresentados, que incluíam projetos de unidades escolares e infraestrutura urbana, alegando que os números superavam os patamares mínimos exigidos pelo município.
Projeto de modernização e investimentos previstos
A concessão do estádio integra um plano de longo prazo da SAF do Fluminense de Feira, que projetava investimentos na ordem de R$ 240 milhões. O objetivo era transformar o Joia da Princesa em um complexo multiuso, capaz de gerar receitas recorrentes além dos dias de jogos, com a inclusão de um hotel, centro de convenções e melhorias estruturais na arena.
A proposta previa que a iniciativa privada assumisse a requalificação e a operação do espaço, enquanto a prefeitura manteria a propriedade do patrimônio. O planejamento original do clube, detalhado pelo presidente da SAF, Filemon Neto, buscava otimizar o uso do estádio, que também serviria de base para treinamentos da equipe profissional e eventos diversos.
Histórico do processo e situação atual
O processo de concessão teve início em 2024, passando por consultas públicas e ajustes na comissão especial de licitação. Esta não é a primeira vez que a concorrência enfrenta obstáculos; em janeiro de 2026, uma tentativa anterior também terminou sem sucesso após a rejeição de recursos administrativos apresentados por empresas ligadas ao grupo do Fluminense de Feira.
Enquanto um novo edital não é publicado, o estádio permanece sob gestão direta da Prefeitura de Feira de Santana. O equipamento segue em uso regular, recebendo partidas decisivas, como a final do Campeonato Baiano da Série B. Para mais detalhes sobre o andamento dos processos licitatórios municipais, consulte o portal oficial da Prefeitura de Feira de Santana.
Fonte: bahianoticias.com.br
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

