Uma operação logística de alta complexidade garantiu nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, o transporte de uma bolsa de sangue raro do Ceará para Juiz de Fora, em Minas Gerais. O material biológico foi destinado a um paciente em estado grave, submetido a um transplante renal, cuja compatibilidade sanguínea foi dificultada pela presença do anticorpo anti-Jsb.
Coordenação nacional e busca por compatibilidade
A urgência do caso exigiu a ativação imediata do Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), gerido pelo Ministério da Saúde. Após a identificação da incompatibilidade nos exames pré-transfusionais, a rede de hemoterapia localizou um doador compatível no estado do Ceará, viabilizando a coleta e o preparo do concentrado de hemácias desleucocitado.
Parceria estratégica para transporte aéreo
O sucesso da operação dependeu da colaboração entre o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e companhias aéreas. O sangue foi transportado na cabine de um avião comercial, garantindo o controle rigoroso de temperatura e a rapidez necessária para o atendimento clínico. Esta foi a segunda operação desta natureza realizada no país, reforçando a eficácia da logística integrada.
Impacto do Cadastro Nacional de Sangue Raro
Criado em 2013, o CNSR desempenha um papel fundamental na medicina transfusional brasileira, reunindo atualmente 2.032 doadores cadastrados. Dados oficiais indicam que a iniciativa já foi decisiva para o tratamento de mais de 300 pacientes em todo o território nacional. A complexidade da busca por doadores ocorre porque a raridade sanguínea vai além dos sistemas ABO e Rh, envolvendo antígenos específicos nas hemácias que exigem alta precisão na compatibilização.
Fonte: bahianoticias.com.br
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