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Polícia interdita fábrica clandestina com 5 mil litros de cachaça na Bahia

Polícia interdita fábrica clandestina com 5 mil litros de cachaça na Bahia

Uma operação policial realizada na última quarta-feira (7) resultou na interdição de um estabelecimento na zona rural de Itapicuru, no nordeste da Bahia. A ação foi motivada por denúncias anônimas que apontavam para a possível falsificação de bebidas alcoólicas no local, levando as autoridades a investigar as condições de produção e armazenamento dos produtos.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, agentes da Polícia Civil encontraram cerca de 5 mil litros de cachaça armazenados de forma irregular. O líquido estava acondicionado em grandes reservatórios de plástico, comumente utilizados como caixas-d’água, o que levantou alertas imediatos sobre a falta de higiene e segurança sanitária no processo de fabricação.

Apreensão de bebidas e investigação técnica

Além dos reservatórios, os policiais localizaram diversas caixas de papelão contendo garrafas de cachaça e vodca prontas para distribuição. O material foi apreendido para compor o inquérito policial, que busca determinar a origem dos insumos e o destino comercial desses produtos, que poderiam representar um grave risco à saúde pública caso fossem consumidos.

Um homem de 52 anos, que estava no imóvel durante a diligência, foi conduzido à delegacia para prestar depoimento sobre as atividades exercidas no local. Após ser ouvido pelas autoridades, o suspeito foi liberado, mas permanece sob investigação enquanto o caso segue em apuração pela Polícia Civil da região.

Análise pericial e riscos à saúde

Amostras das bebidas encontradas foram encaminhadas ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para a realização de exames laboratoriais. O objetivo da perícia é confirmar se o conteúdo das garrafas e dos tanques apresenta substâncias tóxicas ou adulterações que caracterizem o crime de falsificação de bebidas alcoólicas.

A prática de falsificação de bebidas é considerada um crime contra as relações de consumo e contra a saúde pública, conforme estabelecido pelo Código Penal Brasileiro. As autoridades reforçam a importância de denúncias para desarticular esquemas que colocam em risco a integridade dos consumidores baianos.

Fonte: bnews.com.br


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