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Lutador preso por agredir mulheres no Rio de Janeiro alega amnésia

Lutador preso por agredir mulheres no Rio de Janeiro alega amnésia

Um caso de extrema violência ocorrido em um edifício localizado na Avenida Maracanã chocou moradores e autoridades na zona Norte do Rio de Janeiro. Lucas Portela Fontana Gomes, lutador preso após atacar três mulheres durante a madrugada, prestou depoimento à Polícia Civil e alegou não se lembrar dos acontecimentos daquela noite. Segundo o suspeito, o consumo de anabolizantes pode ter provocado a falha em sua memória.

Investigação policial e depoimentos sobre o histórico do agressor

O caso está sob responsabilidade da 18ª DP (Praça da Bandeira), que reuniu gravações do circuito interno de segurança e depoimentos de testemunhas. Durante a apuração, um funcionário do prédio relatou que o morador costumava protagonizar episódios de hostilidade, incluindo gritos, som alto e atritos deliberados com vizinhos nos corredores.

Além dos relatos no condomínio, os investigadores apuram informações sobre possíveis confusões anteriores envolvendo o suspeito em academias da capital fluminense. O delegado titular Alvaro de Oliveira Gomes representou pela prisão temporária do investigado, medida que foi autorizada pela Justiça e cumprida na sexta-feira, 6.

A dinâmica dos ataques na madrugada

A sequência de violência teve início no interior de um apartamento, onde o homem passou a ameaçar moradores. Por volta de 1h10, equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal foram acionadas para conter a situação. Durante a confusão, uma moradora precisou fugir pelas escadas com a família para escapar das agressões.

Em seguida, o agressor invadiu outro imóvel e desferiu golpes contra uma mulher de 81 anos, que sofreu traumatismo craniano e permanece internada em um hospital da região. O terceiro ataque ocorreu nas dependências do elevador, onde uma vizinha foi surpreendida, derrubada e submetida a socos, chutes e estrangulamento prolongado enquanto tentava prestar socorro.

Situação jurídica e acusações enfrentadas

O mandado de prisão temporária expedido contra o lutador tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período conforme o andamento das investigações conduzidas pelas autoridades policiais. Após a formalização da prisão, ele foi encaminhado ao presídio de Benfica.

A investigação policial aponta que o suspeito responderá por diversos crimes graves, incluindo tentativa de feminicídio, ameaça, violação de domicílio, lesão corporal e resistência à prisão. Para mais detalhes sobre o andamento de investigações criminais no estado, consulte a cobertura do Tribunal de Justiça.

Fonte: atarde.com.br


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