A presença da poesia popular na Bienal de São Paulo
A 28ª Bienal de São Paulo abriu espaço para a riqueza da cultura nordestina com a participação do poeta e cantador baiano Maviael Melo. Entre os dias 9 e 11 de setembro, o artista protagonizou uma série de atividades que conectaram a literatura, a música e a tradição oral, consolidando sua terceira passagem pelo prestigiado evento literário.
A programação foi centrada no Espaço Cordel e Repente, gerido pela Editora IMEPH. Durante os três dias de atuação, Maviael Melo assumiu diversas frentes, incluindo mediações, lançamentos de obras e apresentações musicais que destacaram a força do cordel no cenário contemporâneo.
Diálogos entre música e literatura
Um dos pontos altos da agenda ocorreu logo no primeiro dia, em um encontro que reuniu o poeta e o cantor Zeca Baleiro. Sob a mediação do jornalista e editor Fábio Uechara, o debate percorreu temas como política, contação de histórias e a interseção entre a composição musical e a escrita poética.
Ainda no dia 9, o artista apresentou uma cantoria poética no Espaço Cordel e Repente. Na ocasião, o público pôde conferir trechos do repertório de seu novo disco, que se encontra em fase de gravação, reforçando a faceta musical de sua trajetória artística.
Lançamentos e mediações literárias
A agenda do artista foi marcada por um intenso trabalho de curadoria e mediação. No dia 10, Maviael Melo mediou o lançamento da obra “O Dia em que os Erros Sumiram do Mundo”, do escritor cearense Diego Azevedo Albuquerque. No dia seguinte, conduziu a apresentação do livro do poeta potiguar Gelson Pessoa.
O encerramento das atividades contou com momentos de lirismo, como a prosa poética com Mariana Guimarães para o lançamento de “Nudações”, onde o artista forneceu acompanhamento instrumental. Além disso, participou de um debate com o ator e escritor Nado Grimberg sobre o livro “Falar até Papagaio Fala”.
Encerramento com obra autoral
A participação de Maviael Melo na Bienal foi concluída com o lançamento de seu novo trabalho literário, intitulado “Um Conto Cumulativo na Invasão do Cabral”. A atividade contou com a mediação do escritor e editor Theognis Florentino, marcando o encerramento de uma jornada que reafirmou a importância da poesia popular em grandes eventos literários nacionais.
Para mais informações sobre o cenário literário brasileiro, acompanhe as atualizações da Fundação Bienal de São Paulo.
Fonte: bnews.com.br
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