O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta terça-feira (22) com movimentos contidos, refletindo um dia de intensa agenda política e econômica. O dólar comercial registrou queda de 0,11%, sendo cotado a R$ 5,103, enquanto o Ibovespa apresentou alta de 0,44%, fechando o dia aos 187.422,92 pontos. A dinâmica dos ativos foi guiada pela repercussão da ata do Banco Central, falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ONU e novos dados de intenção de voto.
Sinalização de juros e política monetária
A divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) foi o foco principal dos investidores no campo econômico. O documento reforçou que a pressão inflacionária permanece no radar, indicando que o Banco Central deve manter os juros em patamares elevados por um período prolongado. Embora a taxa Selic tenha sido reduzida de 14% para 13,75% ao ano na semana anterior, a autoridade monetária optou por não firmar compromissos definitivos sobre a velocidade de novos cortes, mantendo a cautela como diretriz.
Discurso presidencial na ONU
No cenário internacional, a atenção do mercado voltou-se para Nova York, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante sua fala, o chefe do Executivo abordou o processo eleitoral brasileiro, assegurando que o pleito de 4 de outubro será conduzido com transparência. O presidente enfatizou que o governo não permitirá ações que ameacem a democracia ou a vontade popular.
Impacto das pesquisas eleitorais
A volatilidade também foi alimentada pela divulgação de uma pesquisa da Quaest, que trouxe um cenário de empate técnico na disputa pela presidência. O levantamento aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 41%. Com uma margem de erro de 2 pontos percentuais, o resultado acirrou as expectativas sobre o segundo turno e influenciou a percepção de risco dos investidores.
Desempenho frente ao cenário global
Apesar da cautela observada nos mercados internacionais, que digeriam as perspectivas para a economia global e os juros nos Estados Unidos, a bolsa brasileira conseguiu manter o campo positivo. O desempenho foi sustentado, em grande parte, pela performance de empresas focadas no consumo interno, que demonstraram resiliência diante das incertezas políticas e monetárias que marcaram o pregão.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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