A empresa australiana Brazilian Critical Minerals (BCM) oficializou a aquisição de 90% de uma fábrica de sulfato de magnésio localizada em Feira de Santana, na Bahia. A transação, realizada pelo valor simbólico de R$ 1, marca um movimento estratégico para viabilizar o projeto Ema, focado na exploração de terras raras na região de Apuí, no Amazonas.
Estratégia de suprimentos e independência industrial
A unidade fabril baiana, que estava com suas atividades suspensas desde fevereiro devido a um processo de recuperação judicial, será reativada para suprir a demanda de insumos do projeto Ema. A expectativa da mineradora é que a planta atenda inicialmente a 50% da necessidade de sulfato de magnésio, com potencial para superar 100% da demanda conforme a operação ganhe escala.
Esta iniciativa visa reduzir a dependência global de insumos chineses, que intensificaram restrições sobre equipamentos e capacidades técnicas em 2026. A busca por autonomia é central para a viabilidade do projeto, conforme reportado pelo portal Bahia Notícias.
Integração da cadeia produtiva na Bahia
Para garantir a viabilidade da produção, a BCM estabeleceu parcerias estratégicas com fornecedores locais. O ácido sulfúrico será proveniente do polo industrial de Camaçari, enquanto o óxido de magnésio será fornecido por indústrias da região de Brumado, no sudoeste baiano.
Essa integração regional permite que a empresa consolide uma cadeia de suprimentos nacional. O objetivo é fortalecer a produção de elementos químicos essenciais, fundamentais para a fabricação de componentes eletrônicos avançados e tecnologias de ponta.
Reestruturação financeira e passivos
A aquisição envolve um complexo processo de reestruturação financeira da fábrica. A empresa assume passivos históricos avaliados em R$ 15,3 milhões, que englobam obrigações tributárias nas esferas federal e estadual. A estratégia da BCM prevê a renegociação desses débitos para quitação em um prazo de até dez anos.
O diretor-executivo da BCM, Andrew Rei, destacou a importância da operação para o mercado internacional. Segundo o executivo, o Brasil desempenha um papel crucial para que o projeto Ema possa fornecer terras raras de maneira confiável, atendendo à crescente demanda da indústria de refino fora da China.
Fonte: bahianoticias.com.br
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