A Polícia Federal iniciou, na manhã desta terça-feira (18), a Operação Colheita Proibida, uma ofensiva estratégica voltada ao desmantelamento de uma rede interestadual de cultivo, transporte e distribuição de maconha. A ação abrange o território baiano e outros dois estados da região Nordeste, visando desarticular núcleos operacionais responsáveis por movimentações financeiras ilícitas ligadas ao narcotráfico.
Ações judiciais e bloqueio de bens
A operação conta com o cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, distribuídos entre cidades da Bahia, Pernambuco e Alagoas. A 1ª Vara Criminal de Juazeiro (BA) expediu as ordens judiciais, que incluem medidas severas contra o patrimônio dos investigados.
Entre as determinações, destaca-se o sequestro de cinco imóveis e o bloqueio judicial de até R$ 50 milhões em contas bancárias. A medida atinge um grupo composto por 36 pessoas físicas e jurídicas, visando sufocar o fluxo de capital que sustenta a estrutura criminosa.
Investigações sobre plantações ilícitas
O foco da investigação policial intensificou-se após a localização e erradicação de plantações de maconha em áreas rurais. A primeira ocorrência foi registrada em fevereiro de 2026, no município de Caraúbas (PB), seguida por uma segunda ação em maio de 2026, na cidade de Águas Belas (PE).
Segundo informações da Polícia Federal, os elementos de prova coletados ao longo dos meses sugerem que a organização possui ramificações que extrapolam o Nordeste, com atuação identificada também no estado de Minas Gerais.
Enquadramento legal dos envolvidos
Os suspeitos identificados na operação poderão responder por uma série de crimes graves. O inquérito apura a participação dos investigados em organização criminosa, financiamento de cultivo ilegal de entorpecentes, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Além das infrações diretas ao comércio de drogas, a autoridade policial investiga o crime de lavagem de dinheiro. A estratégia da PF busca não apenas apreender as substâncias ilícitas, mas desmantelar a estrutura logística e financeira que permite a continuidade das atividades criminosas na região.
Fonte: bnews.com.br
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