Recentemente, a atriz Paolla Oliveira denunciou a circulação de deepfakes sexuais e vídeos manipulados que utilizam sua imagem. Um levantamento realizado pelo NetLab/UFRJ revelou que, em apenas três meses, foram registrados 198 anúncios fraudulentos que exploravam sua identidade. A maioria desses conteúdos direcionava os usuários a grupos privados em aplicativos de mensagens, onde deepfakes pornográficos eram comercializados.
Essa questão, no entanto, não se restringe apenas a celebridades. Uma reportagem veiculada pelo Fantástico destacou que mulheres comuns e até adolescentes também têm sido alvos de montagens sexuais criadas sem consentimento, o que evidencia a gravidade do problema.
Durante a entrevista, Paolla compartilhou o impacto emocional de ver sua identidade usada de forma indevida: “Tem fotos minhas na internet que eu nunca tirei, vídeos meus falando coisas que eu nunca disse, corpo circulando por aí com rosto em cima que não é o meu”.
A atriz, que tem 44 anos, ressaltou que a popularização das ferramentas de inteligência artificial facilitou a criação e disseminação desse tipo de fraude. Para ela, essa situação representa uma “corrida desleal” que, embora não deva parar, precisa ser enfrentada para proteger a integridade das vítimas.
Fonte: seliguebahia.com.br
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