A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro localizou, neste sábado (5), o corpo do empresário capixaba Christiano Deorce Benedito, de 54 anos, enterrado em uma cova rasa no bairro Unamar, distrito de Cabo Frio, na Região dos Lagos. O empresário, atuante no ramo de madeira, estava desaparecido desde o final de outubro.
A apuração foi conduzida pela Delegacia Antissequestro (DAS), após alerta emitido pela Polícia Civil do Espírito Santo sobre o desaparecimento de Christiano em solo fluminense e o início de extorsões financeiras contra familiares e conhecidos da vítima. Para mais detalhes sobre investigações criminais na região, consulte a cobertura do Gazeta Brasil.
Viagem de negócios e a execução em Cabo Frio
Segundo os autos da investigação, Christiano Deorce Benedito chegou a Cabo Frio em 20 de outubro para realizar entregas comerciais e se hospedou em um hotel no bairro Aquarius. No dia seguinte, 21 de outubro, foi atraído por criminosos e entregue a integrantes do tráfico local, sendo executado no mesmo dia por motivação patrimonial.
Mesmo após matarem a vítima, os criminosos continuaram a extorquir parentes e amigos, exigindo transferências via Pix sob a alegação falsa de que o empresário continuava vivo e mantido em cativeiro. Uma mulher vinculada às contas bancárias utilizadas na fraude foi presa no dia 23 de outubro e responderá pelo crime de extorsão.
Confronto policial e localização do corpo
Em 27 de outubro, policiais localizaram Wallace Santos de Oliveira, conhecido como “WL”, apontado como gerente do tráfico em Unamar. Durante a abordagem, o suspeito trocou tiros com a equipe, foi atingido, caiu em um rio local e teve o corpo resgatado pelos Bombeiros.
As diligências prosseguiram até a prisão de Lucas Reis Lima de Freitas, de 20 anos, localizado na quarta-feira (5) em um hotel em Saquarema. Em depoimento, o investigado confessou participação na ocultação do cadáver e indicou a localização da cova clandestina em Unamar. No local, os agentes encontraram o corpo do empresário e a caminhonete da vítima.
A estratégia dos criminosos e boatos falsos
De acordo com a DAS, para justificar a execução perante a comunidade local, os criminosos espalharam o boato falso de que Christiano Deorce Benedito seria estuprador. O grupo planejava arrecadar cerca de R$ 40 mil por meio dos golpes via Pix e com a venda clandestina do veículo da vítima.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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