A nomeação de Adolpho Loyola para a coordenação-geral da campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) revelou fissuras internas na base aliada. Embora o nome do secretário de Relações Institucionais tenha sido chancelado pelo conselho político na última semana, a decisão não contou com o apoio unânime dos presentes.
Divergência de Rui Costa na coordenação da campanha
Segundo informações apuradas junto a integrantes do grupo, o ex-ministro Rui Costa foi o único entre os votantes a não endossar a indicação de Loyola. Embora não houvesse espaço formal para impedir a escolha, o gesto de Rui foi interpretado como um sinal claro de descontentamento, desencadeando especulações sobre a coesão do grupo político.
De maneira contida, o ex-ministro sugeriu que a coordenação fosse entregue a Ronaldo Carletto, presidente estadual do Avante e seu primeiro suplente, que também participava da reunião. A postura de Rui foi lida por aliados como um novo capítulo na disputa de influência com o senador Jaques Wagner.
Transferência de responsabilidade e cálculos eleitorais
Analistas políticos próximos ao grupo sugerem que, ao se posicionar contra a escolha, Rui Costa teria transferido a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso da campanha para o núcleo ligado a Jaques Wagner. Caso a estratégia eleitoral enfrente obstáculos, o ônus recairá diretamente sobre os articuladores que impuseram o nome de Loyola.
Em contrapartida, o entorno do senador Jaques Wagner projeta um cenário de renovação para um eventual segundo mandato de Jerônimo Rodrigues. A aposta em Loyola remete ao êxito de 2022, quando sua atuação na coordenação, ao lado de figuras como Diogo Medrado e Éden Valadares, foi considerada decisiva para a ascensão do então candidato nas pesquisas eleitorais.
Impactos na sucessão e no futuro do grupo
O embate interno reflete preocupações que transcendem a atual campanha, alcançando as eleições municipais de 2028 e o pleito estadual de 2030. A pressão por resultados, especialmente na capital baiana, é um ponto de atenção constante, inclusive com cobranças feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o grupo recupere o protagonismo na gestão municipal.
O processo eleitoral é visto como um termômetro para a sucessão futura, na qual o nome de Adolpho Loyola surge como uma das possibilidades para manter a hegemonia do grupo, caso a reeleição de Jerônimo Rodrigues se concretize. Para mais detalhes sobre o cenário político na Bahia, acompanhe as atualizações no Bahia Notícias.
Com a iminente exoneração de Loyola da Serin, a pasta deverá ser assumida por Jonival Lucas, atual chefe de gabinete. A partir de agora, Loyola concentra seus esforços na condução da estratégia eleitoral que definirá os próximos passos da gestão estadual.
Fonte: bahianoticias.com.br
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