Durante o debate realizado pela TV Pajuçara no último sábado (19), o candidato ao governo de Alagoas, Renan Filho (MDB), direcionou críticas contundentes aos seus opositores políticos. O emedebista utilizou o espaço para associar figuras do campo adversário a episódios de violência contra a mulher, transformando o encontro, que originalmente seria um debate com o candidato JHC (PSDB), em uma série de declarações sobre a conduta de seus rivais.
O evento, que acabou ocorrendo em formato de entrevista devido à ausência do representante tucano, serviu como palco para que o candidato do MDB questionasse a idoneidade moral de nomes influentes na política local. Segundo o candidato, existe um grupo político em Alagoas cujos integrantes estariam envolvidos em episódios de agressão e violações contra o público feminino.
Acusações diretas e o histórico dos citados
Ao discursar sobre a proteção de gênero, Renan Filho mencionou nominalmente o deputado Arthur Lira, o médico Jac — irmão do prefeito de Maceió, JHC — e o deputado Alfredo Gaspar. Sobre Lira, o candidato afirmou que o parlamentar foi investigado por agressão contra a ex-esposa, Jullyene Lins. O deputado nega as acusações, e sua defesa sustenta que ele foi absolvido judicialmente no processo mencionado.
Em relação ao médico Jac, o emedebista alegou que ele teria sido acusado de espancar a namorada, sugerindo que houve tentativas de omitir o caso. Já no caso de Alfredo Gaspar, o candidato citou uma investigação preliminar sobre suposto estupro de vulnerável. O caso, que tramita com pedido de apuração pela Polícia Federal, aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Gaspar refuta as alegações, classificando-as como perseguição política.
Propostas de proteção e políticas públicas
Após as críticas, o candidato voltou o foco para a implementação de medidas estatais de segurança. O emedebista defendeu a expansão dos Centros Integrados de Segurança Pública da Mulher, conhecidos como Cisp Mulher, como a principal ferramenta para combater a violência doméstica em Alagoas.
O objetivo, segundo o postulante, é garantir que as vítimas tenham acolhimento imediato e que os agressores sejam punidos com o rigor da lei. Renan Filho enfatizou que a estrutura de segurança pública deve assegurar a liberdade e a integridade física das mulheres, permitindo que elas ocupem espaços públicos e privados sem o receio de represálias ou agressões.
Fonte: bnews.com.br
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