O ex-deputado federal Uldurico Júnior está oficialmente fora da relação de candidatos do PSDB para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições de 2026. A exclusão do nome do político da lista da legenda é consequência direta da suspensão cautelar de sua filiação, medida imposta pela Executiva estadual do partido em abril deste ano.
Suspensão partidária e impedimento eleitoral
A decisão interna do PSDB inviabiliza que o ex-parlamentar exerça os direitos partidários fundamentais para registrar uma candidatura. De acordo com o regimento interno e o código de ética da sigla, a medida cautelar permanece em vigor até que uma deliberação definitiva seja tomada pela cúpula do partido.
Embora a candidatura esteja bloqueada no momento, o grupo político assegurou que o ex-deputado terá garantido o direito à ampla defesa. O processo segue em tramitação interna, mas a avaliação atual da legenda é de que não há condições políticas ou regimentais para que o nome de Uldurico Júnior integre o pleito estadual.
Contexto da filiação e expectativas frustradas
A trajetória de Uldurico Júnior no PSDB foi breve e marcada por expectativas de fortalecimento da bancada tucana. O ex-deputado havia se filiado ao partido no dia 3 de abril, justamente no último dia da janela partidária, com o objetivo claro de conquistar uma cadeira na AL-BA.
A estratégia da legenda, na época, visava ampliar a votação do partido e consolidar uma base mais robusta no Legislativo baiano. Contudo, o cenário político sofreu uma reviravolta drástica poucas semanas após a formalização de sua entrada no grupo.
Investigações e a Operação Duas Rosas
A mudança de rumo na carreira política de Uldurico Júnior está ligada à Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia em abril. O ex-deputado foi alvo de um mandado de prisão preventiva sob a acusação de envolvimento em um esquema para facilitar a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, em dezembro de 2024.
As investigações apontam que o ex-candidato à Prefeitura de Teixeira de Freitas teria negociado o valor de R$ 2 milhões para viabilizar a evasão dos custodiados. Além disso, as autoridades apuram supostas conexões entre o político e integrantes de uma organização criminosa. O caso segue sob investigação, enquanto a defesa do ex-parlamentar nega veementemente todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público da Bahia.
Fonte: bahianoticias.com.br
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