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Propostas para a educação na Bahia: o que planejam os candidatos ao governo estadual

Propostas para a educação na Bahia: o que planejam os candidatos ao governo estadual

Com as eleições estaduais marcadas para o dia 4 de outubro de 2026, o cenário político baiano intensifica o debate sobre o futuro da rede pública de ensino. A cerca de um mês do pleito, os candidatos ao Palácio de Ondina apresentam estratégias distintas para reverter os indicadores educacionais do estado, que, segundo dados do Ministério da Educação (MEC) referentes a 2025, permanecem abaixo das médias nacional e regional.

O desempenho da Bahia no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 registrou 4,0 pontos no ensino médio, enquanto a média brasileira atingiu 4,5. Dentro da rede estadual, o índice foi de 3,8, evidenciando o desafio que o próximo gestor enfrentará para elevar a qualidade do aprendizado e combater a evasão escolar.

Plataformas e estratégias de governo

O atual governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), foca seu plano de governo na continuidade e no fortalecimento de políticas já implementadas. Sob o eixo de desenvolvimento social, o petista propõe a universalização do ensino em tempo integral em todas as unidades estaduais. Além disso, o programa prevê a ampliação da cooperação entre universidades e escolas, visando o desenvolvimento de projetos de extensão em áreas como ciência, tecnologia e direitos humanos.

Em contrapartida, Ronaldo Mansur (PSOL) defende uma mudança na lógica de alocação orçamentária, priorizando as necessidades reais das unidades escolares em detrimento de recursos apenas possíveis. O candidato propõe a instalação de instâncias colegiadas, formadas por meio de consultas populares, para que as comunidades escolares participem diretamente da definição das políticas educacionais locais. Sua plataforma também enfatiza a universalização do atendimento, com atenção especial às escolas do campo, quilombolas e indígenas.

O candidato ACM Neto (União) estruturou suas propostas sob a categoria de “Vida Digna”, criticando a gestão educacional das últimas duas décadas. Entre as medidas centrais de seu plano, destaca-se a revogação da Portaria nº 190/2024, que instituiu a chamada “aprovação automática”. Em substituição, o candidato propõe o Programa Estadual de Recomposiçāo das Aprendizagens, com foco em português e matemática, além da criação do “Provão Bahia”, um sistema de vestibular seriado vinculado às universidades estaduais.

Tecnologia e monitoramento no combate à evasão

A tecnologia aparece como um diferencial na proposta de ACM Neto, que sugere a implementação de um sistema de monitoramento preventivo contra a evasão escolar. Utilizando inteligência artificial, a plataforma pretende cruzar dados de frequência, desempenho acadêmico e situação socioeconômica dos estudantes. O objetivo é identificar precocemente o risco de abandono escolar, permitindo intervenções antes que o aluno deixe a instituição de ensino.

Embora apresentem caminhos distintos, os três principais postulantes ao governo ainda não detalharam o cronograma de execução ou o funcionamento técnico pormenorizado de suas promessas. A discussão sobre o futuro da educação na Bahia permanece como um dos pontos centrais para os cerca de 11 milhões de eleitores aptos a votar no próximo dia 4 de outubro. Para mais informações sobre o cenário educacional, acompanhe os dados oficiais do INEP.

Fonte: bahianoticias.com.br


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