O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), manifestou forte resistência à possibilidade de o plenário da Casa apreciar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1 durante o intervalo entre o primeiro e o segundo turnos das eleições. Em declarações à imprensa no Senado, o parlamentar classificou a iniciativa como um “negócio complicado”.
Impactos da disputa eleitoral no processo legislativo
Para o senador, a proximidade com o pleito eleitoral compromete a qualidade do debate legislativo. Marinho argumenta que a discussão sobre uma mudança tão estrutural nas relações de trabalho seria inevitavelmente contaminada por interesses de campanha, levando os parlamentares a votarem o texto motivados por razões estritamente eleitoreiras, em vez de uma análise técnica aprofundada.
Expectativas sobre a pauta do Senado
Embora o governo federal mantivesse a intenção de pautar a proposta ainda na quarta-feira, dia 2 de setembro, o cenário aponta para um possível adiamento. Conforme informações apuradas pelo Broadcast Político, a tendência entre os governistas é que a análise da matéria seja postergada para após o primeiro turno, agendado para o dia 4 de outubro.
Movimentações no plenário e prioridades
Durante a sessão realizada na quarta-feira, o senador Omar Aziz (PSD-AM) chegou a questionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre o cronograma de votação da PEC. Em resposta, Alcolumbre evitou confirmar a urgência do tema, desviando o foco para a discussão de projetos relacionados a minerais críticos, o que reforça a incerteza sobre o calendário da proposta de redução da jornada de trabalho.
Fonte: politicalivre.com.br
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