A Prefeitura de Salvador oficializou, nesta terça-feira (25), o lançamento do portal do programa Salvador Segura. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit), busca centralizar o videomonitoramento da capital baiana ao integrar câmeras de segurança de estabelecimentos privados, associações de bairro e sindicatos a uma rede de inteligência compartilhada com a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
O sistema, que já conta com mais de 10 mil câmeras inteligentes equipadas com tecnologia de reconhecimento facial e leitura de placas veiculares, visa otimizar a resposta a ocorrências criminais. O evento de apresentação ocorreu na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em Salvador, reunindo lideranças do setor produtivo para detalhar o funcionamento e os benefícios da adesão voluntária ao projeto.
Expansão do cercamento digital em áreas estratégicas
O cronograma inicial do programa prioriza bairros com alto fluxo de pessoas e relevância econômica. As ações de implementação do cercamento digital contemplam as regiões da Barra, Centro Histórico, Comércio, Rio Vermelho e Itapuã. Nessas localidades, o monitoramento em tempo real de veículos e pedestres será reforçado pela integração de dados, permitindo uma vigilância mais precisa e ágil.
O secretário municipal de Inovação e Tecnologia, Alberto Braga, destacou que o foco atual está no cadastro de pessoas jurídicas (CNPJs), mas ressaltou que o projeto possui uma visão de longo prazo. A expectativa da gestão municipal é que, em etapas futuras, o sistema possa incorporar câmeras individuais, ampliando ainda mais a malha de proteção urbana através da colaboração direta entre o poder público e a sociedade civil.
Funcionamento e critérios de adesão ao sistema
A plataforma Salvador Segura atua como um agregador online onde empresas, consórcios e permissionárias de serviço público podem formalizar a cessão voluntária de suas imagens. O fluxo operacional é estruturado para garantir rapidez: a detecção de uma ocorrência dispara uma análise por inteligência artificial, que aciona o órgão de segurança mais próximo para uma resposta imediata.
A participação no programa é voluntária e não envolve contrapartidas financeiras entre o município e os participantes. As responsabilidades técnicas, como a aquisição de equipamentos, manutenção, custos de energia e internet, permanecem sob tutela do proprietário do imóvel. A qualquer momento, o participante pode solicitar a saída do sistema sem a aplicação de multas ou penalidades, desde que respeitadas as normas de privacidade de terceiros.
Apoio do setor produtivo à segurança pública
Representantes do comércio local receberam a iniciativa com otimismo, enxergando no projeto uma ferramenta essencial para mitigar a insegurança que frequentemente afeta as atividades econômicas. Antoine Tawil, vice-presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia (FCDL-BA), reforçou que a união entre o setor privado e o poder público é um passo fundamental para a proteção dos espaços comerciais.
O evento contou com o apoio de lideranças como o presidente da CDL, Alberto Nunes, e a diretora Rosemma Maluf, que facilitaram a articulação com o empresariado. A adesão das associações de moradores e de grandes estabelecimentos, como shoppings centers e postos de combustíveis, é considerada estratégica pela Prefeitura para consolidar o monitoramento como uma política pública eficaz de prevenção e combate à criminalidade em Salvador.
Fonte: politicalivre.com.br
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