Um dos três sobreviventes da queda de um helicóptero ocorrida em Iaras, no interior de São Paulo, forneceu informações falsas sobre sua identidade às equipes de resgate. O caso aconteceu na manhã deste domingo (20/9), após o acidente que vitimou a aeronave na madrugada do dia anterior.
Ao ser abordado pelos agentes, o homem apresentou um nome que, após consulta aos sistemas policiais, revelou pertencer a um indivíduo com histórico criminal, incluindo passagens por roubo e tráfico de drogas. A Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) informou que a verificação foi possível através do cruzamento de dados, utilizando ferramentas como o sistema Muralha Paulista.
Identificação e procedimentos legais
Diante da suspeita de fraude na identificação, as autoridades policiais determinaram a realização de um exame datiloscópico. O procedimento técnico é essencial para confirmar a verdadeira identidade do sobrevivente e verificar se ele possui mandados de prisão em aberto ou outras pendências com a Justiça.
A investigação busca agora esclarecer as circunstâncias do acidente e a motivação para a ocultação da identidade real. O caso segue sob apuração das autoridades competentes, que buscam entender a dinâmica do voo e a situação legal dos ocupantes da aeronave.
Operação de resgate em área remota
O resgate das vítimas foi classificado como uma operação de alta complexidade devido à localização do impacto, situada em uma área de difícil acesso. A corporação foi acionada diretamente por um dos ocupantes do helicóptero, que conseguiu estabelecer contato e informar a posição geográfica do sinistro.
A força-tarefa de salvamento envolveu diferentes unidades especializadas da Polícia Militar, incluindo o policiamento territorial, a Força Tática do 53º BPM/I e o Grupamento de Aviação da PM. O suporte aéreo, realizado por um helicóptero Águia, foi fundamental para o transporte rápido dos três sobreviventes até unidades de saúde em Avaré, cidade vizinha ao local da queda.
Isolamento e perícia técnica
Após a conclusão da etapa de salvamento, as equipes policiais realizaram o isolamento da área onde a aeronave caiu. O objetivo é preservar os vestígios para o trabalho dos peritos do Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
A perícia técnica é o próximo passo fundamental para determinar as causas do acidente. Os investigadores deverão analisar o estado dos destroços, as condições meteorológicas no momento da queda e os registros de manutenção da aeronave para emitir um relatório final sobre o ocorrido.
Fonte: metropoles.com
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