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STF autoriza inquérito para investigar elo entre Lulinha e empresário do caso INSS

STF autoriza inquérito para investigar elo entre Lulinha e empresário do caso INSS

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um novo inquérito para investigar possíveis irregularidades envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A apuração da Polícia Federal foca na relação entre ele e um empresário que possui vínculos com o esquema de fraudes no INSS, buscando identificar se houve tráfico de influência em contratos públicos.

O ponto central da investigação é uma viagem custeada por Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que esse vínculo pessoal possa ter facilitado o acesso do empresário a negociações com a Dataprev, empresa pública responsável pelo processamento de dados da previdência social.

Investigação sobre tráfico de influência e Dataprev

O empresário Cleber Ribas de Oliveira foi identificado pelas autoridades durante o desdobramento das investigações sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários. Segundo os investigadores, ele mantém proximidade com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como uma das figuras centrais no esquema de fraudes que atingiu aposentados e pensionistas.

A Polícia Federal busca agora determinar se a amizade entre Lulinha e o empresário resultou em benefícios comerciais indevidos. A apuração visa esclarecer se houve interferência política ou facilitação de contratos dentro da Dataprev, o que configuraria crime contra a administração pública.

Defesa e posicionamento dos envolvidos

Em manifestação enviada ao Estadão, Cleber Ribas de Oliveira reconheceu a existência de uma relação de amizade com Lulinha. No entanto, o empresário negou categoricamente qualquer tipo de negociação ou contrato com a Dataprev, refutando a tese de que teria obtido vantagens ilícitas através de conexões governamentais.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva classificou a abertura do inquérito como uma pesca probatória. Os advogados sustentam que não há base factual para as suspeitas e reiteram que ele nunca utilizou sua influência pessoal para beneficiar terceiros em órgãos da administração pública.

Contexto das apurações contra Lulinha

Este é o segundo inquérito aberto recentemente para investigar as atividades de Lulinha. A primeira investigação, que segue em curso, apura supostos crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados a negociações sobre a comercialização de cannabis medicinal, envolvendo também o Ministério da Saúde.

A autorização de André Mendonça reforça a continuidade das diligências da Polícia Federal sobre o círculo de relações de Lulinha. O desenrolar do caso dependerá da análise dos documentos e dados financeiros que serão coletados durante a fase de instrução deste novo procedimento no STF.

Fonte: bahianoticias.com.br


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