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Supremo abre ação penal contra Gilvan da Federal por ameaças e injúria contra Lula

Supremo abre ação penal contra Gilvan da Federal por ameaças e injúria contra Lula

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) réu em uma ação penal por injúria e ameaças direcionadas ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O colegiado, composto pelos ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, acolheu a denúncia, enquanto o ministro Cristiano Zanin declarou-se impedido de participar do julgamento.

O processo tem como base declarações proferidas pelo parlamentar em 8 de abril de 2025. Na ocasião, durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, o congressista associou o chefe do Executivo a organizações criminosas e proferiu falas que expressavam o desejo pela morte do presidente. O conteúdo também foi replicado em perfis oficiais do deputado nas redes sociais.

Decisão do STF e o alcance da imunidade parlamentar

A defesa de Gilvan da Federal sustentou que as declarações estariam protegidas pela imunidade parlamentar, argumentando que as falas ocorreram no exercício do mandato, durante um debate considerado acalorado no ambiente legislativo. O deputado também manifestou a expectativa de que o episódio fosse encerrado, acreditando que o caso já estaria arquivado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Com a abertura da ação penal, o parlamentar passa a responder formalmente perante a Corte. O caso reforça o debate jurídico sobre os limites da inviolabilidade dos congressistas, que, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, não abrange condutas que configurem crimes contra a honra ou ameaças que extrapolem o embate político institucional.

Desdobramentos da ação penal contra o parlamentar

O recebimento da denúncia marca o início da fase de instrução processual, na qual serão colhidas provas e ouvidas testemunhas. A partir de agora, o deputado terá que apresentar sua defesa técnica no âmbito da ação penal, enquanto o STF conduzirá os trâmites necessários para o julgamento do mérito das acusações.

A decisão da Primeira Turma sinaliza uma postura rigorosa da Corte em relação a comportamentos que, sob a ótica dos magistrados, violam a integridade e a dignidade do cargo de presidente da República. O desfecho desta ação poderá estabelecer novos precedentes sobre o que é considerado abuso de prerrogativas parlamentares em contextos de polarização política.

Fonte: bnews.com.br


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