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Tribunal de Contas de Mato Grosso repassa milhões a advogado investigado

Tribunal de Contas de Mato Grosso repassa milhões a advogado investigado

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso realizou repasses financeiros que somam cerca de um milhão e quatrocentos mil reais para duas empresas vinculadas ao advogado Nelson Wilians. O jurista é alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal em esquemas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

As transações monetárias foram viabilizadas por meio de um convênio estabelecido com a Fundação Uniselva, entidade privada sem fins lucrativos que possui ligação direta com a Universidade Federal de Mato Grosso. O acordo em questão foi formalizado no ano de dois mil e vinte e três pelo então reitor Evandro Soares e posteriormente aditivado pela atual gestora máxima da instituição, Marluce Souza.

Detalhes do convênio acadêmico e financeiro

O arranjo institucional prevê a movimentação de cento e noventa e três milhões de reais oriundos do Tribunal de Contas para a fundação. Com os recursos depositados e livres das amarras tradicionais da administração pública, a entidade realiza pagamentos diversos que abrangem desde consultorias técnicas até a concessão de bolsas de estudo para o órgão fiscalizador.

Os pagamentos direcionados ao advogado investigado tinham como justificativa formal a prestação de serviços focados em consultoria tributária e recuperação de créditos fiscais. Informações divulgadas pelo portal UOL indicam que as empresas contratadas receberam remunerações baseadas em porcentagens dos valores apurados e também em honorários diretos intermediados pelo convênio acadêmico.

Investigação federal e contraponto da defesa

Nelson Wilians acumulou notoriedade nacional tanto pela atuação em causas de grande repercussão pública quanto por figurar como investigado na Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal. A investigação mira desvios e descontos indevidos aplicados diretamente em aposentadorias gerenciadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social.

Procurados pela imprensa, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, a Universidade Federal de Mato Grosso e a Fundação Uniselva optaram por não enviar posicionamentos oficiais sobre os repasses. Em contrapartida, a assessoria jurídica do advogado afirmou por meio de nota oficial que todos os serviços previstos no contrato foram integralmente prestados e executados dentro da legalidade.

Fonte: bnews.com.br


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