O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a tensão geopolítica global ao reafirmar, nesta terça-feira (18), sua pretensão de soberania sobre o Estreito de Ormuz. Em uma publicação direta em sua rede social, o Truth Social, o mandatário divulgou um mapa da região onde a estratégica via marítima é classificada como o “novo território dos EUA”.
A medida ocorre em um momento de escalada no confronto entre Washington e Teerã. Segundo o presidente, a área foi submetida a uma operação de limpeza de minas iranianas e, atualmente, não existem negociações diplomáticas agendadas com a república islâmica para tratar da soberania da zona portuária e marítima.
A estratégia de presença permanente na região
A intenção de consolidar uma presença norte-americana definitiva no Estreito de Ormuz foi detalhada por Donald Trump durante um evento de campanha realizado na última sexta-feira (14), em Long Island, Nova York. Na ocasião, o presidente defendeu a ocupação como um passo necessário para neutralizar o programa nuclear iraniano.
O chefe do Executivo norte-americano minimizou os impactos econômicos globais decorrentes da instabilidade na rota, que é vital para o fluxo de energia mundial. “Vale pagar um pouquinho a mais pela gasolina. Nunca vou me desculpar. Fiz a coisa certa”, declarou o presidente aos apoiadores republicanos presentes no evento.
Impactos no comércio global de petróleo
O Estreito de Ormuz é amplamente reconhecido como um dos pontos de estrangulamento mais críticos para a economia global. Estima-se que cerca de 20% de todo o petróleo comercializado mundialmente transite pela via, tornando qualquer alteração no controle da região um gatilho para oscilações severas nos preços das commodities.
A tensão é agravada pelo posicionamento do governo iraniano, que mantém a ameaça de bloqueio total da via marítima. Teerã condiciona a normalização do tráfego ao encerramento do bloqueio naval imposto pelos EUA, além do descongelamento de ativos financeiros e a suspensão integral do embargo ao petróleo iraniano.
Tensões diplomáticas e ameaças regionais
Enquanto o cenário de confronto se desenha, o governo do Irã busca alternativas diplomáticas através de negociações com o Sultanato de Omã, visando estabelecer parâmetros para a passagem segura de embarcações. Contudo, a iniciativa foi recebida com hostilidade pela Casa Branca.
Donald Trump emitiu um alerta direto ao governo de Omã, ameaçando ordenar ações militares, incluindo bombardeios, caso o país formalize qualquer acordo de cooperação com o regime iraniano. A situação permanece em constante monitoramento por observadores internacionais, conforme reportado pela Gazeta Brasil.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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