O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (31) que Israel está “muito contente” com o recente acordo que estabelece o desarmamento do grupo terrorista Hamas e a retirada gradual das forças israelenses da Faixa de Gaza. A declaração foi feita a jornalistas durante compromisso na residência presidencial de Camp David.
Segundo o mandatário americano, o entendimento foi construído com a cooperação direta de autoridades israelenses. “Temos um entendimento com Israel. Israel está muito contente com isso. Israel nos ajudou e se portou muito bem”, afirmou Trump ao comentar o avanço das negociações diplomáticas na região.
Divergências internas no governo de Israel
A posição otimista transmitida por Trump contrasta com as reações de membros do alto escalão do governo israelense. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, classificou publicamente o plano como “inaceitável”. Em uma rede social, o ministro argumentou que a interrupção dos combates contra o movimento islamista palestino seria um erro estratégico.
Para Ben Gvir, o cessar-fogo e a retirada das tropas equivalem a permitir que o Hamas se reorganize para futuros ataques, fazendo referência direta aos eventos de 7 de outubro de 2023. O ministro reiterou sua postura de que “Israel deve ganhar”, evidenciando a complexidade política que o governo enfrenta para implementar os termos do pacto.
Estrutura e etapas do acordo de paz
O anúncio do acordo, realizado por Trump na quinta-feira (30), prevê um cronograma detalhado para a estabilização da Faixa de Gaza. O plano, definido como “histórico” pela Casa Branca, estabelece diretrizes claras para a transição de poder e segurança no enclave:
- O desarmamento total do Hamas e de outros grupos armados ocorrerá sob a supervisão do Comitê Nacional para a Administração de Gaza.
- A retirada das forças israelenses da região está condicionada à conclusão efetiva do processo de desarmamento.
- A manutenção da ordem pública será exercida por uma nova polícia palestina, apoiada por uma Força Internacional de Estabilização.
Posicionamento do Hamas e mediação internacional
O Hamas confirmou a adesão ao pacto, mas impôs condições estritas para o cumprimento das etapas. O negociador do grupo, Ghazi Hamad, enfatizou que o sucesso do plano depende da retirada completa das tropas de ocupação, da reabertura das fronteiras e do fim das operações de eliminação seletiva contra integrantes do movimento.
O processo de negociação contou com a mediação ativa de Egito, Catar e Turquia, países que foram publicamente agradecidos pelo presidente americano. A implementação do acordo segue como um dos maiores desafios diplomáticos do atual governo, equilibrando exigências de segurança nacional e a pressão internacional por uma solução duradoura para o conflito. Para mais detalhes sobre o cenário geopolítico, acompanhe a cobertura completa em Gazeta Brasil.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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