O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), esteve no centro de uma polêmica envolvendo o uso de uma aeronave durante o período eleitoral. O helicóptero, um Bell Helicopter 206L-4 de prefixo PT-YNB, foi utilizado em um deslocamento oficial de campanha no dia 30 de agosto, partindo de Castro Alves com destino a Itatim. A bordo, além do governador, estavam os candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner.
A controvérsia ganhou corpo após a revelação de que a mesma aeronave foi citada em um relatório da Polícia Federal divulgado em junho. O documento aponta uma possível relação entre o helicóptero e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo investigadores, mensagens extraídas de um aparelho celular indicariam que Lima teria disponibilizado o transporte para uma viagem de Jaques Wagner em outubro de 2023, fato negado pelo senador.
Contratação e transparência na prestação de contas
De acordo com a prestação de contas oficial da campanha, a aeronave foi contratada junto à empresa RG8 Táxi Aéreo Ltda. O registro aponta um pagamento de R$ 207,5 mil realizado no dia 16 de agosto pelo serviço de fretamento. O governo estadual sustenta que todos os voos realizados pelo governador foram devidamente contratados e declarados à Justiça Eleitoral, cumprindo as normas de transparência exigidas pela legislação vigente.
A defesa de Augusto Lima refutou qualquer conexão entre o empresário e a campanha petista. Em nota oficial, os advogados esclareceram que o helicóptero é propriedade da empresa de táxi aéreo e que a utilização da mesma aeronave por diferentes clientes não pressupõe qualquer vínculo ou favorecimento entre as partes. O empresário reforçou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos adicionais sobre o caso.
Reação do governo e contexto das investigações
O governador Jerônimo Rodrigues contestou a abordagem jornalística sobre o episódio. Segundo o gestor, a reportagem que trouxe o caso à tona possuía acesso aos documentos que comprovavam a contratação regular da empresa RG8 Táxi Aéreo, mas teria optado por um enquadramento que induz o leitor a associar sua imagem diretamente ao empresário citado pela Polícia Federal. Para mais detalhes sobre o andamento das apurações, consulte a Folha de S.Paulo.
Até o momento, os fatos confirmados indicam que a aeronave de prefixo PT-YNB foi utilizada pela campanha em agosto e que o mesmo prefixo consta em relatórios da PF relacionados a Augusto Lima. Enquanto a defesa do empresário e o governo da Bahia mantêm suas posições de que não há irregularidades ou conexões indevidas, o debate sobre o uso de recursos e logística em campanhas eleitorais permanece sob escrutínio público.
Fonte: seliguebahia.com.br
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