A ex-presidente Dilma Rousseff protagonizou um momento de tensão ao comparecer às urnas neste domingo, 4, para participar do primeiro turno das eleições de 2026. A chegada da petista ao Colégio Santa Marcelina, localizado em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi acompanhada por uma recepção polarizada, composta por apoiadores e críticos.
O ambiente no colégio eleitoral foi marcado por uma mistura de aplausos e vaias, culminando em episódios de empurra-empurra. A situação exigiu cautela, dado o clima de hostilidade presente no local de votação.
Clima de tensão e retirada do local
Segundo relatos de Pedro Rousseff, sobrinho da ex-presidente e candidato a deputado federal, a presença de opositores que proferiam ofensas e vaias criou um cenário de risco. Diante da possibilidade de agressões físicas, a equipe de segurança optou por retirar a ex-presidente do recinto logo após o exercício do voto.
Durante sua breve passagem pelo colégio, Dilma chegou a cumprimentar alguns apoiadores que estavam no local. No entanto, a ex-presidente deixou as dependências da instituição sem conceder entrevistas ou realizar declarações à imprensa presente.
Atuação internacional e retorno ao Brasil
Atualmente, Dilma Rousseff não reside mais em território brasileiro. Ela vive em Xangai, na China, onde exerce a função de presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira conhecida como o Banco do Brics.
A ex-presidente assumiu o cargo no NDB em 2023, após ser indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua vinda ao Brasil neste domingo teve como objetivo exclusivo o cumprimento de suas obrigações eleitorais. Vale recordar que, em 2018, Dilma tentou uma vaga no Senado por Minas Gerais, mas não obteve sucesso nas urnas.
Fonte: atarde.com.br
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