A solicitação formalizada pela campanha para estender o horário de votação em Salvador e outras duas cidades baianas encontra fortes barreiras técnicas e jurídicas. Informações indicam que a extensão do prazo além do horário padrão é improvável devido à dinâmica operacional da Justiça Eleitoral.
A principal justificativa está fundamentada na própria legislação eleitoral vigente e no funcionamento dos equipamentos utilizados no pleito, que exigem rigor operacional e padronização em todo o território nacional.
Funcionamento isolado das urnas eletrônicas
Como as urnas eletrônicas operam de forma totalmente isolada, sem qualquer conexão com a internet, Wi-Fi ou redes externas, a Justiça Eleitoral não consegue mensurar em tempo real a taxa de abstenção. Também torna-se inviável quantificar com exatidão quantos eleitores teriam deixado de votar por eventuais dificuldades de locomoção.
Sem essa aferição objetiva e imediata, fixar uma prorrogação pontual por município gera insegurança jurídica e logística para o encerramento do processo de votação. A Justiça Eleitoral mantém diretrizes rígidas para assegurar a lisura de cada etapa.
Precedentes de votações anteriores
Além do fator técnico, pesa no cenário atual o histórico recente de decisões tomadas por cortes superiores em situações análogas de mobilidade e trânsito.
Nas eleições de dois mil e vinte e dois, quando blitze geraram protestos semelhantes com atrasos no transporte de eleitores em rodovias, o tribunal manteve a regra geral. Na ocasião, a prioridade foi a uniformidade nacional do horário de encerramento, garantindo apenas senhas para quem já estava na fila.
Fonte: bnews.com.br
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
