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Brasília Amarela dos Mamonas Assassinas é preservada em cidade baiana após 30 anos de legado

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Brasília Amarela dos Mamonas Assassinas é preservada em cidade baiana após 30 anos de legado
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A Brasília Amarela, associada aos Mamonas Assassinas, permanece preservada em Irecê, no Centro Norte da Bahia, mantendo viva a memória de Alecsander Alves da Silva, conhecido como Dinho, vocalista da banda que fez sucesso nos anos 1990. Recentemente, a cidade recebeu uma banda cover que homenageou o grupo durante os festejos juninos, reavivando as lembranças do artista nascido em Irecê.

Um grupo de atores que participou do filme sobre a trajetória dos Mamonas Assassinas visitou a Praça Alexsander Alves, inaugurada em 2019 em homenagem ao cantor, e também se apresentou durante o São João do Centenário. Dinho, que cresceu no bairro Boa Vista em Irecê, mudou-se para São Paulo na infância, mas mantinha uma forte conexão com sua cidade natal, retornando frequentemente durante as férias, conforme relatado por seu pai, Hidelbrando Alves.

A Brasília Amarela, imortalizada na canção “Pelados em Santos”, é um dos principais ícones da cultura pop brasileira, tendo aparecido em videoclipes e programas de televisão, além de ser destaque na produção cinematográfica que retratou a história da banda. Atualmente, o veículo está sob os cuidados de Hidelbrando Alves, e sua documentação permanece registrada em nome de Alecsander Alves da Silva, o que aumenta seu valor histórico e afetivo.

O carro participa regularmente de eventos culturais e desfiles em Irecê, sendo um dos destaques do desfile de carroças que abriu os festejos juninos deste ano. Sua presença em público atrai a atenção de moradores, visitantes e admiradores da banda. Para os fãs, a Brasília representa um símbolo da irreverência e do estilo que levaram os Mamonas Assassinas ao sucesso nacional. Em menos de dois anos de carreira, a banda vendeu milhões de discos e se tornou um fenômeno cultural antes de sua trágica interrupção em março de 1996, devido a um acidente aéreo.

Trinta anos depois, a memória de Dinho continua viva em Irecê, através de homenagens como a praça que leva seu nome, relatos da família, apresentações do projeto “Mamonas Assassinas O Legado” e a preservação da Brasília Amarela. O registro do veículo foi realizado na tarde de segunda-feira (22), na Rua Goiás, em frente à residência de Terezinha Alves Leite, de 94 anos, irmã de Cleonice Maria Leite, mãe de Hidelbrando Alves e avó de Dinho.


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