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Caiado condiciona plano de cortes a auditoria e critica dados do governo federal

Caiado condiciona plano de cortes a auditoria e critica dados do governo federal

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu a implementação de um rigoroso ajuste fiscal caso seja eleito, focando na revisão de supersalários, emendas impositivas e subsídios fiscais. Em entrevista à TV Jovem Pan nesta segunda-feira (31), o ex-governador de Goiás afirmou que pretende replicar em nível federal a política de austeridade que aplicou em sua gestão estadual, quando reduziu em 25% o duodécimo repassado aos Poderes Legislativo e Judiciário.

Auditoria como base para o ajuste fiscal

Apesar da promessa de contenção de despesas, Ronaldo Caiado evitou detalhar quais setores seriam alvo de cortes imediatos. O candidato justificou a ausência de um plano pormenorizado alegando que os dados públicos atuais estariam manipulados, o que impediria um diagnóstico preciso da real situação das contas da União. Segundo o presidenciável, exigir definições neste momento seria basear-se em “achismos”.

Para contornar a opacidade dos números, o candidato prometeu realizar uma auditoria profunda nos gastos federais logo no início de um eventual mandato. A intenção é separar incentivos que geram retorno econômico e social daqueles que, segundo ele, são utilizados de forma indevida. O objetivo central é limitar as despesas da União a 50% do crescimento do PIB, respeitando o reajuste inflacionário do salário mínimo.

Estratégia para o agronegócio e seguro rural

Ao abordar o setor agropecuário, Ronaldo Caiado enfatizou a necessidade de ampliar o incentivo ao seguro rural, uma demanda histórica do campo. O candidato propôs uma parceria com a iniciativa privada para viabilizar o custeio da medida, sugerindo a criação de um caixa inicial de aproximadamente R$ 20 bilhões. A proposta visa conferir maior sustentabilidade ao setor, que conta com vultosos recursos no Plano Safra, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Articulação política e apoio no PSD

Questionado sobre a falta de unanimidade em torno de sua candidatura dentro do PSD, Ronaldo Caiado elogiou a postura do presidente da legenda, Gilberto Kassab, por viabilizar uma candidatura própria. O candidato ressaltou que a iniciativa evita que o país fique restrito à polarização tradicional. Sobre alianças regionais, ele mencionou o apoio de lideranças em estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Bahia.

Sobre a falta de alinhamento com figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o candidato minimizou o impacto, afirmando que o eleitorado não é “verticalizado”. Segundo Caiado, a escolha do voto em eleições majoritárias está frequentemente ligada à identidade de ideias entre os candidatos e suas respectivas bases regionais, como prefeitos e lideranças locais.

Fonte: g1.globo.com


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