Após percorrerem cerca de 750 quilômetros entre Caruaru, em Pernambuco, e a cidade baiana de Mairi, na Bacia do Jacuípe, as ciclistas Ângela Patrícia Rios Cerqueira, a Paty, e Lene Albuquerque iniciaram o trajeto de volta para casa. A dupla, que concluiu a primeira etapa da aventura na manhã de sexta-feira (11), não prolongou o descanso e retomou as pedaladas na terça-feira (15), por volta das 5h.
A iniciativa faz parte do Projeto Casulo, que utiliza o ciclismo como ferramenta de conscientização sobre a saúde física e mental. O percurso de ida, realizado durante o Setembro Amarelo, foi marcado por uma carga emocional significativa para Paty, que transformou uma experiência pessoal dolorosa em uma mensagem de valorização da vida.
Estratégia e novos caminhos no retorno
Mantendo o ritmo da ida, as ciclistas buscam uma média diária entre 100 e 110 quilômetros. No entanto, o retorno trouxe variações no roteiro. Ao deixarem Mairi, a dupla optou por seguir em direção a São Domingos pela BA-416, alterando o trajeto inicial que passava por Retirolândia e Barreiros.
Outra mudança ocorreu no trecho entre São Domingos e Retirolândia, onde as ciclistas escolheram uma estrada de terra que passa pelo povoado de Vista Bela. Essa decisão estratégica evitou a passagem pelo município de Valente, diversificando a experiência da viagem.
Hospitalidade e imprevistos na rota
Ao transitarem pela BA-120, as ciclistas passaram por Conceição do Coité e Barrocas. No bairro Cedro, em Barrocas, um convite inesperado alterou o planejamento da jornada. Uma moradora local insistiu para que a dupla pernoitasse em sua residência, o que foi prontamente aceito pelas viajantes.
A previsão é que, a partir de Ribeira do Pombal, onde planejam chegar na quinta-feira (17), o roteiro volte a seguir os mesmos pontos de parada utilizados na ida. A expectativa é que, ao final do percurso de volta, a dupla acumule cerca de 1.500 quilômetros pedalados no total da expedição.
Superação e aprendizado no ciclismo
A jornada ganha contornos de superação ao considerar o pouco tempo de prática das ciclistas. Paty iniciou no esporte há menos de três anos, enquanto Lene começou a pedalar apenas em janeiro deste ano. A trajetória é acompanhada de perto por entusiastas do esporte e pode ser conferida em detalhes no portal Calila Notícias.
Além do desafio físico, a viagem proporcionou descobertas inesperadas. Paty relatou que, durante a ida, descobriu a existência de uma sobrinha residente em Conceição do Coité, fato que só veio à tona após a reserva da hospedagem para o penúltimo pernoite da primeira etapa.
Fonte: calilanoticias.com
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