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Congresso vai cobrar embaixada dos EUA por deportação de brasileiros

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Política migratória de Trump vira crise diplomática na América Latina
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Além do governo Lula, que convocou o atual chefe da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, o Congresso Nacional decidiu cobrar a representação americana sobre o tratamento dado aos brasileiros deportados.

Atual presidente da Comissão sobre Migrações e Refugiados do Congresso, o deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE)  disse à coluna que acionará a embaixada e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos para tratar do tema.

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Imigrantes deportados

Dept. of Defense photo by Senior Airman Devlin Bishop

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Imigrantes deportados

Dept. of Defense photo by U.S. Army Sgt. 1st Class Nicholas J. De La Pena

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Deportados dos EUA subiram em asa de avião para pedir ajuda

Reprodução

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Reunião de Presidentes dos Países da América do Sul, com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio Itamaraty

Hugo Barreto/Metrópoles

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Homem mostra hematoma nas costas

Andre Santos/ Parceiro Metrópoles

6 de 13Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Deportados

Dept. of Defense photo by U.S. Army Sgt. 1st Class Nicholas J. De La Pena

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transporte de imigrantes

Dept. of Defense photo by Senior Airman Devlin Bishop

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avião de ttransporte

Dept. of Defense photo by Senior Airman Devlin Bishop

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Imigrantes deportados deixam os Estados Unidos

@PressSec

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Presidente Lula

Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

12 de 13Sgt Kimberly Nagle/U.S. Department of Defense via Getty Images
13 de 13Letícia Clemente/MRE

“Nosso papel agora, como representantes do Congresso Nacional, será acolher, garantir o tratamento adequado aos brasileiros, além de cobrar respeito, denunciando e dando visibilidade ao caso em âmbito mundial. Nossas leis não podem ser submissas a essa política autoritária, violenta e intolerante característica da ultradireita”, disse Gadêlha.

Na segunda-feira (27/1), o Itamaraty convocou o encarregado de Negócios da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, para explicar o que considerou como “distúrbios” na última deportação de brasileiros.

Escobar foi ouvido no Itamaraty pela secretária de Assuntos Consulares, embaixadora Márcia Loureiro. O diplomata está à frente da embaixada americana temporariamente após a então titular deixar o posto, no fim de 2024.

O encarregado de Negócios disse, segundo relatos, que os deportados já viajaram algemados em voos anteriores e que esse é um procedimento adotado pelos americanos. Ele prometeu apurar as denúncias de violação de direitos humanos.

Entenda a crise

No fim de semana, um avião com 88 deportados dos Estados Unidos fez escala de emergência em Manaus. Durante a parada, os brasileiros procuraram a PF para reclamar da falta de comida e de ar-condicionado no voo.

Os americanos também exigiram que os brasileiros seguissem algemados no trecho entre Manaus e Belo Horizonte, destino final do voo. O governo Lula, porém, não aceitou e mandou avião da FAB para transportar os deportados.

“Está havendo descumprimento claro de tratados internacionais. E mais do que isso, o governo Trump quer mostrar que despreza a América Latina, não tem respeito algum pelo povo brasileiro e só pensa na soberania e nos interesses das oligarquias que apoiam a sua gestão”, criticou Túlio Gadêlha.


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