O deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA) protocolou uma manifestação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a possibilidade de prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes. A iniciativa ocorre após a divulgação de informações sobre interações entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Contexto das interações e o pedido formal
A petição, encaminhada ao ministro André Mendonça, requer que a PGR analise os fatos para verificar a necessidade de uma investigação formal. O parlamentar argumenta que a situação exige rigor e transparência, defendendo que nenhum integrante do Judiciário deve estar acima da legislação vigente no país.
Medidas cautelares solicitadas pelo parlamentar
Além da prisão preventiva, o documento apresentado por Leandro de Jesus elenca uma série de medidas cautelares que deveriam ser submetidas à análise das autoridades competentes. Entre as solicitações, destacam-se:
- Afastamento cautelar da função pública.
- Proibição de contato com investigados.
- Apreensão de dispositivos eletrônicos.
- Suspensão do passaporte do ministro.
Detalhes da investigação da Polícia Federal
As informações que motivaram o pedido surgiram a partir de dados obtidos pela Polícia Federal em um aparelho celular apreendido com Daniel Vorcaro. Segundo os registros, foram identificadas cerca de 187 interações associadas a um contato salvo sob o nome de “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
O conteúdo apurado pelos investigadores também faz menção a encontros presenciais e ao uso de mensagens de visualização única entre as partes. O caso tem gerado repercussão no cenário político nacional, conforme acompanhamento oficial do STF, intensificando o debate sobre a conduta de autoridades e a imparcialidade nas investigações conduzidas pela Corte.
Fonte: atarde.com.br
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