O segundo turno das eleições de 2026 foi marcado por denúncias de passageiros no interior da Bahia. Um leitor do portal Bahia Notícias relatou a suspensão do transporte marítimo convencional em localidades de Valença e a imposição de uma taxa de R$ 30 por passageiro para o uso de lanchas rápidas.
Suspensão do serviço convencional e cobrança indevida
Segundo o relato encaminhado à redação, a Associação de Transporte Municipal teria paralisado as operações regulares de embarcações, disponibilizando apenas o serviço de lancha rápida mediante pagamento financeiro. A medida gerou insatisfação, uma vez que o denunciante apontou a existência de normativas estaduais que preveem a gratuidade no deslocamento de eleitores nas datas de pleito.
O conflito de informações gerou confusão nos pontos de embarque da região, afetando o trânsito entre pontos estratégicos como Atracadouro, Gamboa e Morro de São Paulo. Passageiros relataram dificuldades para realizar o trajeto e exercer o voto.
Divergências com material oficial divulgado
Circulou em grupos de mensagens locais um material informativo indicando a oferta de transporte gratuito autorizado pelo Tribunal Regional Eleitoral. O informativo detalhava rotas ligando áreas como Graciosa, Cairu, Galeão e São Sebastião, com partidas programadas a partir das 8h e continuidade conforme a demanda popular.
Apesar da ampla circulação do card digital, os cidadãos que compareceram aos guichês de atendimento teriam sido informados por funcionários locais de que o material carecia de validade prática. O único meio acessível no momento seria o transporte rápido tarifado, contrariando as expectativas criadas pela divulgação prévia.
Apuração e fiscalização dos órgãos competentes
A situação narrada pelo leitor evidencia entraves na logística de mobilidade urbana e na garantia de acesso às urnas em zonas litorâneas e fluviais da Bahia. Questões relativas à eficácia das medidas de gratuidade e à atuação dos prestadores de serviço locais demandam esclarecimentos formais por parte dos órgãos fiscalizadores e da administração municipal.
As autoridades competentes e as entidades de classe envolvidas na gestão do transporte marítimo regional ainda precisam se manifestar oficialmente sobre as divergências apontadas durante o pleito eleitoral.
Fonte: bahianoticias.com.br
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