O mercado de trabalho formal brasileiro apresentou uma desaceleração significativa no mês de julho, registrando a abertura líquida de 58.568 postos de trabalho com carteira assinada. O dado, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), marca o desempenho mais contido para o período desde o início da série histórica, em 2020. O resultado ficou consideravelmente abaixo das projeções de analistas e instituições financeiras, que estimavam a criação de 114 mil vagas.
Desempenho setorial e dinâmica das contratações
O saldo positivo de julho foi consolidado a partir de um volume total de 2.262.888 admissões, que foram parcialmente compensadas por 2.204.320 desligamentos. Ao comparar com o mesmo mês do ano anterior, observa-se uma redução expressiva na capacidade de geração de empregos, visto que em julho de 2025 o país havia registrado a criação de 133.932 vagas. Este cenário coloca o mês atual como o de pior desempenho para 2026 até o momento.
A análise por setores revela que a maior parte da economia manteve um ritmo de contratação superior ao de demissões. O setor de serviços liderou a criação de postos, com 24.098 novas vagas, seguido pela construção, que adicionou 12.691 postos. A agropecuária, incluindo produção florestal, pesca e aquicultura, registrou saldo de 12.523 vagas, enquanto a indústria geral contabilizou 11.315 novos vínculos formais.
Setores em retração e acumulado anual
Em contrapartida ao desempenho positivo da maioria das atividades econômicas, o setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas apresentou um resultado negativo, com o fechamento líquido de 2.056 vagas. Este foi o único segmento a registrar retração no período, evidenciando uma pressão específica sobre o varejo e serviços de manutenção automotiva no mês de julho.
Apesar do resultado abaixo das expectativas no mês isolado, o saldo acumulado nos primeiros sete meses de 2026 permanece positivo, totalizando 972.203 vagas formais criadas no país. O setor de serviços segue como o principal motor do emprego no ano, acumulando 591.519 novas contratações, seguido pelo desempenho resiliente da construção civil. Para mais detalhes sobre a metodologia e os dados completos, consulte o portal oficial do Ministério do Trabalho e Emprego.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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