Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas em 3 de novembro para escolher os novos integrantes do Congresso em uma disputa que pode alterar o equilíbrio de forças em Washington e impor novos obstáculos ao governo de Donald Trump.
As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado.
Desgaste na Casa Branca e economia em foco
O pleito ocorre em um momento de desgaste político do presidente republicano. A insatisfação com o custo de vida, a condução da economia, as tarifas comerciais e os efeitos da guerra contra o Irã pressionam a Casa Branca às vésperas da votação.
Com a maioria republicana nas duas Casas por uma margem estreita, os democratas enxergam uma oportunidade de recuperar espaço no Legislativo. Embora Trump não esteja concorrendo à Presidência, o resultado terá consequências diretas para a segunda metade de seu mandato.
Popularidade em baixa e impacto das tarifas
A popularidade de Trump é um dos principais fatores que influenciam o cenário eleitoral. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 19 de outubro apontou que 66% dos norte-americanos desaprovam a administração republicana, enquanto 31% aprovam o desempenho do presidente.
A política comercial do presidente também se tornou um ponto de desgaste. Desde o retorno à Casa Branca, o atual mandatário ampliou o uso de tarifas sobre produtos importados, provocando questionamentos judiciais e reações de parceiros comerciais.
Disputas acirradas na Câmara e no Senado
Os democratas têm vantagem na disputa pela Câmara dos Representantes, onde os republicanos mantêm uma maioria apertada. Pesquisa indica preferência de 47% dos eleitores por candidatos democratas, ante 35% dos republicanos.
A disputa pelo Senado é mais desafiadora para os democratas, que precisam conquistar quatro cadeiras para alcançar a maioria. Atualmente, os republicanos têm 53 assentos, contra 47 do bloco democrata.
Consequências para o futuro do governo
Uma eventual vitória democrata na Câmara pode comprometer a capacidade de Trump de aprovar novas medidas legislativas. Com o controle da Casa, a oposição passa a comandar a pauta de votações e as comissões.
No Senado, uma eventual mudança de maioria teria consequências adicionais. A Casa é responsável por confirmar indicações para cargos de alto escalão do governo, embaixadores e integrantes do Judiciário federal.
Fonte: metropoles.com
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