O senador Flávio Bolsonaro (PL) adotou uma postura cautelosa em relação ao debate sobre o fim da escala 6×1, evitando um posicionamento direto sobre a proposta que ganha força no Congresso Nacional. Em vez de confrontar abertamente a medida, o parlamentar tem concentrado seus esforços na defesa de uma proposta alternativa para a jornada de trabalho, que privilegia a negociação direta entre empregador e empregado.
Durante sessão realizada no Senado na última terça-feira (1/9), o senador argumentou que os projetos podem tramitar de forma complementar. Segundo o parlamentar, a flexibilização seria o caminho ideal para garantir a liberdade do trabalhador brasileiro, permitindo que a carga horária seja ajustada conforme a realidade individual de cada profissional e as necessidades das empresas.
Tramitação da proposta alternativa e o papel da CCJ
A discussão sobre o futuro das jornadas laborais avança para uma etapa decisiva na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, com análise prevista para esta quarta-feira (2/9). Embora Flávio Bolsonaro não figure como membro titular do colegiado, sua posição como suplente mantém aberta a possibilidade de participação ativa na votação, caso ocorra a ausência de algum senador titular do PL.
Caso o texto receba o aval da CCJ sem alterações substanciais, o projeto seguirá para o plenário da Casa. Para que a proposta seja aprovada e avance no processo legislativo, será necessário o quórum qualificado de três quintos dos senadores, totalizando 49 votos favoráveis entre os 81 parlamentares que compõem o Senado Federal.
O embate político sobre a jornada 6×1
O fim da escala 6×1, onde o colaborador trabalha seis dias consecutivos com apenas um dia de descanso, tornou-se um dos pilares da agenda política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Executivo tem demonstrado interesse em acelerar a tramitação do projeto, buscando uma definição antes do pleito eleitoral de outubro.
Enquanto o governo busca consolidar sua proposta, a estratégia de Flávio Bolsonaro foca em apresentar uma PEC alternativa. O movimento busca oferecer uma via de flexibilização que, na visão do senador, preserva a autonomia das partes envolvidas no contrato de trabalho, evitando a rigidez que, segundo ele, poderia prejudicar tanto o mercado quanto o trabalhador que deseja maior flexibilidade de horários.
Fonte: metropoles.com
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