A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, na manhã desta terça-feira, sete pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de descontos irregulares em contas de aposentados do Banco de Brasília. A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diversas localidades do Distrito Federal e em Minas Gerais. As investigações indicam que o grupo aplicou descontos indevidos em pelo menos 3,5 mil contas, resultando em um prejuízo estimado em R$ 5 milhões. Entre os detidos, estão três servidores do BRB.
O esquema funcionava por meio de ligações para os aposentados, nas quais os suspeitos utilizavam transcrições falsas das chamadas para simular uma autorização dos clientes. Com esse falso consentimento, o grupo justificava os descontos junto à instituição financeira. Para receber e direcionar os valores subtraídos, os criminosos criavam associações fictícias, como CASSISP, SBSP, ASPJUB, CASSISPUB, MÃO AMIGA e COBJUD. Os investigadores estimam que as fraudes ocorriam desde 2024.
Os mandados foram cumpridos em várias regiões do Distrito Federal, incluindo Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico, além das cidades mineiras de Belo Horizonte e Igaratinga. Entre os locais vistoriados estavam as sedes das associações mencionadas no inquérito. A operação foi conduzida pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e as Fraudes.
Em resposta à situação, a governadora do DF, Celina Leão, anunciou em suas redes sociais que determinou ao secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, a contratação de uma auditoria externa para investigar as irregularidades. Ela também afirmou que a Procuradoria Geral do Distrito Federal buscará meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos, destacando a importância dos salários, aposentadorias e pensões dos servidores do GDF.
Recentemente, na última sexta-feira, o BRB já havia sido alvo de outra operação, que cumpriu 50 mandados de busca e apreensão para investigar descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do DF. Naquela ocasião, não houve prisões, mas o ex-secretário de Economia Ney Ferraz, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que está preso, e Eduardo Chedid, diretor do PicPay, estavam entre os alvos da investigação.
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


