A rotina atlética de Mollie
Uma hamster de apenas 10 meses de idade tornou-se uma celebridade improvável na plataforma Strava. O animal, chamado Mollie, registra marcas impressionantes de corrida noturna em sua rodinha, acumulando cerca de 70 km por semana. O desempenho, que rivaliza com o volume de treino de maratonistas humanos, foi documentado pelo seu tutor, o físico holandês Thijs de Buck.
O monitoramento começou após a instalação de um sistema tecnológico adaptado ao equipamento do roedor. Com um ímã e um sensor acoplados a uma roda de aproximadamente 65 centímetros, o dispositivo calcula a velocidade e a distância percorrida, enviando os dados automaticamente para o aplicativo de atividades físicas. Em uma única madrugada, Mollie chegou a registrar a marca de 11,15 km.
Tecnologia e repercussão na comunidade esportiva
A precisão do rastreamento permitiu que as sessões noturnas de Mollie fossem integradas ao ecossistema digital de atletas. O sucesso da hamster na plataforma superou, inclusive, a popularidade do próprio tutor. Enquanto os treinos de De Buck recebem uma média modesta de interações, as corridas da roedora atraem cerca de mil “kudos” — como são chamados os “likes” no Strava — por publicação.
A repercussão do caso ultrapassou as fronteiras da Holanda, ganhando destaque em veículos especializados como a revista Runner’s World. O tutor, em entrevista à rádio CBC, brincou com a situação, destacando o esforço desproporcional entre seu treinamento para maratonas e a facilidade com que o animal atinge números expressivos de quilometragem.
Comportamento natural e instinto de sobrevivência
Embora os números sejam surpreendentes para os padrões humanos, o comportamento de Mollie reflete instintos biológicos da espécie. Hamsters são animais naturalmente noturnos e, em seu habitat selvagem, percorrem vastas distâncias durante a noite em busca de alimento e para evitar predadores.
A rodinha de exercício atua, portanto, como um simulador que permite ao animal expressar essa necessidade biológica de movimento em ambiente doméstico. O sistema de monitoramento apenas deu visibilidade a uma atividade que já fazia parte da rotina natural do roedor, transformando o instinto de sobrevivência em dados de performance atlética.
Fonte: atarde.com.br
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