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Médica investigada por falsificação de diplomas é solta após dez dias de prisão

Médica investigada por falsificação de diplomas é solta após dez dias de prisão

A médica Aline Candice Carlos Magalhães, que estava detida sob suspeita de integrar uma organização criminosa focada na falsificação de diplomas de medicina, foi colocada em liberdade após dez dias de reclusão. A decisão foi confirmada pela defesa da investigada na última sexta-feira (21), após a concessão de um pedido de soltura protocolado junto à Justiça Federal.

Desdobramentos da Operação Canudo e a soltura

A prisão de Aline Candice Carlos Magalhães ocorreu no dia 12 de agosto, durante a deflagração da Operação Canudo, conduzida pela Polícia Federal. A ação visava desmantelar um esquema de comercialização de documentos acadêmicos fraudulentos que facilitavam o ingresso indevido em instituições de ensino e o exercício ilegal da profissão.

Após passar por audiência de custódia no dia 13 de agosto, a médica teve sua prisão mantida inicialmente. Contudo, os advogados Bazílio Ignácio Xavier Neto e Joslaine Oliveira dos Anjos obtiveram sucesso no pedido de liberdade junto à Vara Federal de Governador Valadares, em Minas Gerais, argumentando pela fragilidade das provas apresentadas até o momento.

Argumentos da defesa e andamento processual

Em nota oficial, a defesa da médica sustentou que não existem elementos concretos que comprovem a materialidade da participação da investigada em qualquer atividade de falsificação documental. Os advogados reforçaram a tese de inocência, destacando que o rápido reestabelecimento da liberdade da cliente é um indicativo da fragilidade das acusações iniciais.

Apesar da soltura, as investigações conduzidas pela Polícia Federal permanecem em curso. O objetivo central das autoridades agora é aprofundar a apuração sobre a rede criminosa, identificar outros integrantes do grupo e rastrear todos os indivíduos que adquiriram ou utilizaram diplomas falsos para obter registros profissionais de forma ilícita.

Origem das investigações e o papel do Cremers

O inquérito teve início em 2023, após uma denúncia formalizada pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers). A entidade identificou uma irregularidade grave quando uma mulher de 33 anos tentou obter registro profissional utilizando um diploma falso, supostamente emitido pelo Centro Universitário Funorte, em Montes Claros (MG).

A partir deste caso específico, a Polícia Federal mapeou uma estrutura especializada na falsificação de documentos acadêmicos. A operação abrangeu diversas cidades, incluindo Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, na Bahia, além de Montes Claros e Bocaiuva, em Minas Gerais, onde foram cumpridos mandados de busca, apreensão e prisão.

Fonte: bahianoticias.com.br


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