Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre a apreensão de uma arma de fogo durante uma blitz com um de seus seguranças, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que não houve intenção de descumprir a lei. O advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, relatou que o ex-presidente solicitou ajuda a um militar para consertar a arma, após perceber que ela estava inoperante.
Em uma postagem nas redes sociais, Bueno destacou que "em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal" e classificou o episódio como "criminalmente acromático", indicando que não possui relevância penal. A defesa de Bolsonaro acrescentou que o ex-presidente já havia respondido por escrito a todas as questões levantadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana anterior.
O advogado também reiterou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, está devidamente registrada e, como não houve determinação para o cancelamento do registro, a arma "deveria, de fato, estar em seu endereço". Ele finalizou a postagem afirmando que espera que o inquérito em andamento na Polícia Civil do Distrito Federal seja arquivado em breve.
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