O peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) enfrenta uma nova ameaça de extinção, sendo classificado novamente como criticamente em perigo. A atualização foi oficializada na portaria nº 1704, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), publicada em junho. O animal havia sido rebaixado para a categoria “Em Perigo (EN)” em 2014, mas, após 12 anos, retorna ao grau máximo da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, a categoria “Criticamente em Perigo (CR)”. Essa mudança é considerada uma correção científica pelo Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho (PVPBM).
Histórico de risco de extinção
A reclassificação do peixe-boi-marinho é fundamentada em estudos realizados por especialistas que indicam que a espécie já estava em perigo antes da decisão de rebaixamento em 2014. As principais ameaças à sobrevivência do peixe-boi incluem a perda de habitat, a captura acidental em redes de pesca, a poluição dos mares e os atropelamentos por embarcações.
Causas da extinção
Entre os fatores que contribuem para o desaparecimento do peixe-boi-marinho, destacam-se:
- Destruição de habitats naturais;
- Captura acidental em redes de pesca;
- Poluição das águas;
- Atropelamentos por embarcações.
Esses elementos têm um impacto direto na população da espécie, que atualmente é estimada em apenas cerca de 1.100 indivíduos no litoral da Bahia.
A importância da conservação
A reclassificação do peixe-boi-marinho como criticamente em perigo acende um alerta sobre a necessidade urgente de medidas de conservação. A proteção dos habitats naturais e a implementação de políticas de preservação são essenciais para garantir a sobrevivência dessa espécie emblemática. O envolvimento da sociedade e de órgãos governamentais é fundamental para a criação de estratégias eficazes que possam reverter esse quadro alarmante.
Fonte: atarde.com.br
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