O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, defendeu uma postura severa das autoridades no combate à violência protagonizada por membros de torcidas organizadas. Em entrevista recente, o gestor classificou os indivíduos envolvidos em agressões e confrontos como criminosos que utilizam o ambiente esportivo como fachada para atividades ilícitas, exigindo uma resposta firme do Estado para garantir a segurança nos estádios e nas ruas.
Estratégias de inteligência e combate à impunidade
A estratégia da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) para conter os episódios de violência baseia-se no tripé de ações integradas, inteligência policial e investimentos em monitoramento. Segundo Marcelo Werner, o foco atual reside em identificar grupos específicos que utilizam as organizadas para incitar conflitos, diferenciando esses elementos dos torcedores que frequentam os estádios apenas para apoiar seus clubes.
O secretário enfatizou que a impunidade é um dos principais entraves para a redução da criminalidade no setor. Para ele, é fundamental que as punições sejam efetivas e exemplares, servindo como um mecanismo de dissuasão para novos atos de violência. A pasta tem intensificado operações baseadas em dados de inteligência para antecipar confrontos, muitas vezes deslocando efetivo para áreas da capital e da Região Metropolitana de Salvador onde ocorrem encontros clandestinos entre grupos rivais.
Punição individualizada e monitoramento por CPF
Uma das medidas defendidas pelo secretário é a aplicação de sanções individuais, vinculadas ao CPF do torcedor, em vez de restringir a punição apenas ao CNPJ ou à estrutura das agremiações. Esse modelo, já adotado em outros países, visa banir permanentemente indivíduos violentos dos estádios, independentemente de sua vinculação a grupos organizados.
Marcelo Werner destacou que a suspensão temporária das atividades de torcidas como a Bamor e a TUI, determinada pelo Ministério Público, representa um passo inicial necessário para o ajuste de condutas. O secretário ressaltou que, embora a extinção definitiva dessas entidades seja uma possibilidade, o momento exige cautela e observação dos resultados práticos das medidas restritivas que estão em vigor no estado.
Responsabilidade das diretorias e futuro das organizadas
O titular da pasta de Segurança Pública também cobrou maior responsabilidade por parte das diretorias das torcidas organizadas. Ele argumenta que os próprios dirigentes devem atuar no sentido de afastar elementos criminosos de seus quadros, preservando o caráter festivo e o apoio que essas agremiações proporcionam aos clubes durante as partidas de futebol.
O debate sobre o futuro das torcidas organizadas segue aberto, com o governo estadual avaliando se as sanções atuais serão suficientes ou se medidas mais drásticas, como a extinção, serão necessárias. Para mais informações sobre as ações de segurança no estado, acompanhe o portal oficial da Secretaria de Segurança Pública da Bahia.
Fonte: bnews.com.br
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