O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu um posicionamento oficial para refutar informações falsas que circulam nas redes sociais sobre o pleito de 2026. Publicações em plataformas como X, Facebook e Threads sugeriam, de forma infundada, a implementação de um novo modelo de urna eletrônica, além de supostas alterações nos protocolos de auditoria do código-fonte e interferência internacional no processo eleitoral brasileiro.
A Justiça Eleitoral esclareceu que não haverá qualquer mudança nos equipamentos em relação aos modelos já consolidados. O sistema de votação seguirá os padrões de segurança e logística operacional que já foram validados e utilizados em pleitos anteriores, garantindo a continuidade do processo democrático.
Logística e distribuição das urnas eletrônicas
A definição sobre quais equipamentos serão utilizados em cada localidade não é centralizada em um único modelo, mas sim organizada pelos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Essa logística leva em conta as necessidades específicas, a infraestrutura e as características geográficas de cada zona eleitoral do país.
Para o pleito de 2026, o TSE confirmou que disponibilizará um total de 563.910 urnas eletrônicas para atender aos 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. O parque tecnológico será composto por quatro versões distintas, todas com o mesmo nível de confiabilidade e segurança.
Composição do parque tecnológico eleitoral
O tribunal detalhou a distribuição dos equipamentos que estarão em operação. As versões mais recentes, modelos UE2022 e UE2020, representam 77% do total, com 217.145 e 222.323 unidades, respectivamente. O restante do contingente é formado pelas versões UE2015, com 95.065 unidades, e UE2013, com 29.377 equipamentos.
Embora existam variações de design entre as gerações de aparelhos, a funcionalidade e os recursos de segurança permanecem idênticos em todas as versões. O funcionamento de qualquer unidade depende exclusivamente dos softwares desenvolvidos e controlados pelo próprio TSE.
Segurança e integridade do sistema de votação
A integridade das urnas é assegurada por um rigoroso processo de desenvolvimento e fiscalização. Após a conclusão do Teste Público de Segurança da Urna (TPS), todos os programas e sistemas são assinados digitalmente e lacrados em uma cerimônia pública realizada na sede do órgão, em Brasília.
Esse procedimento garante que apenas o código auditado e aprovado seja instalado nos equipamentos. A transparência do processo é um dos pilares defendidos pela instituição para combater a desinformação e assegurar a legitimidade dos resultados eleitorais.
Fonte: seliguebahia.com.br
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