O Brasil formalizou, nesta quinta-feira, a carta de intenções do Tesouro Nacional para a futura emissão de títulos soberanos no mercado doméstico chinês, conhecidos como "panda bonds". A cerimônia ocorreu na sede do Banco Popular da China, com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente da instituição, Pan Gongsheng.
Após o evento, Durigan afirmou que a iniciativa não está relacionada a pressões da política tarifária dos Estados Unidos. Ele destacou que o Brasil é um país soberano, mencionando que há dois meses o país já havia emitido títulos na Europa. O ministro ressaltou que a emissão na China é parte de uma estratégia mais ampla, que inclui parcerias com diversas regiões do mundo, como Europa, Oriente Médio e Ásia, reafirmando o compromisso do Brasil com sua agenda soberana.
A decisão de emitir os "panda bonds" visa diversificar a dívida brasileira e fortalecer os laços financeiros com a China, especialmente em um contexto de incertezas globais. Durante seu discurso, Pan Gongsheng recordou que a empresa Suzano já havia realizado a emissão de "panda bonds" no ano anterior, tornando-se a primeira da América Latina a efetuar essa operação, com uma captação de 1,2 bilhão de yuans, equivalente a aproximadamente 168 milhões de dólares. O presidente do Banco Popular da China expressou a disposição da instituição em facilitar a emissão dos títulos brasileiros no mercado chinês e, antes de iniciar seu discurso, parabenizou o Brasil pela vitória da seleção nacional sobre a Escócia na Copa do Mundo.
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