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Contas do governo têm rombo de R$ 56 bilhões em maio e pioram em relação ao ano passado

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Contas do governo têm rombo de R$ 56 bilhões em maio e pioram em relação ao ano passado
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As contas do setor público brasileiro, que englobam o Governo Federal, estados, municípios e empresas estatais, apresentaram um déficit em maio de 2026. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, o déficit primário, que considera o resultado das contas antes do pagamento dos juros da dívida, alcançou R$ 56,1 bilhões. Esse valor é significativamente maior do que o registrado no mesmo mês do ano anterior, que foi de R$ 33,7 bilhões.

No acumulado dos últimos 12 meses, as contas públicas acumulam um saldo negativo de R$ 149 bilhões, representando 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O principal responsável por esse resultado negativo foi o Governo Federal, que, por meio do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou um rombo de R$ 55,2 bilhões em maio. Os governos regionais, incluindo estados e municípios, também fecharam no vermelho, com um saldo negativo de R$ 1,2 bilhão. Em contrapartida, as empresas estatais apresentaram um superávit de R$ 300 milhões, contribuindo levemente para a situação.

A situação fiscal se agrava ainda mais quando se considera o pagamento dos juros da dívida. Em maio, o Brasil desembolsou R$ 107,5 bilhões apenas com juros, um aumento em relação aos R$ 92,1 bilhões gastos no mesmo mês do ano anterior. Ao somar o déficit primário com os gastos com juros, o déficit nominal totalizou R$ 163,7 bilhões. No acumulado de 12 meses, o país gastou R$ 1,26 trilhão a mais do que arrecadou, o que equivale a quase 10% do PIB.

A Dívida Líquida do Setor Público também apresentou um aumento, atingindo 67,9% do PIB, o que corresponde a cerca de R$ 8,9 trilhões. A análise dos impactos econômicos revela que, se a taxa básica de juros (Selic) fosse reduzida em 1 ponto percentual e mantida nesse patamar por um ano, o Brasil economizaria R$ 65 bilhões. Por outro lado, uma alta de 1% no dólar resultaria em uma redução de R$ 8,8 bilhões na dívida líquida, devido às reservas em dólar do governo, mas provocaria um aumento de R$ 9,8 bilhões na dívida bruta.


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