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Justiça concede liberdade a jovem detido com milhares de arquivos de abuso infantil em MS

Justiça concede liberdade a jovem detido com milhares de arquivos de abuso infantil em MS

Um homem de 25 anos, detido em flagrante na última sexta-feira (28) no bairro Vila Sobrinho, em Campo Grande, por armazenar vasto conteúdo de pornografia infantil, obteve liberdade provisória concedida pela Justiça neste sábado (29). A prisão havia ocorrido durante a Operação Infância Segura V, conduzida pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), com o suporte da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Investigação e apreensão de material ilícito

As autoridades localizaram mais de 3 mil arquivos, entre fotos e vídeos, ocultados em pastas de segurança nos dispositivos móveis do investigado. O rastreamento teve início a partir de monitoramento digital realizado pela UICC, que identificou conexões utilizadas para a disseminação de cenas de abuso sexual contra menores. Após a identificação, a Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente (VECA) expediu mandado de busca e apreensão que culminou na prisão em flagrante, classificada como crime permanente.

Argumentos do Ministério Público e decisão judicial

O Ministério Público Estadual solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva, argumentando que o acusado possui conhecimentos técnicos em informática, o que facilitaria a destruição de provas ou a reiteração delitiva. A Promotoria destacou que a organização do material sugeria uma conduta contínua. Contudo, durante a audiência de custódia, o magistrado optou pela liberdade provisória, fundamentando a decisão no fato de o jovem ser réu primário, possuir residência fixa e estar matriculado em uma universidade federal.

Medidas cautelares e continuidade das apurações

Como condição para a manutenção da liberdade, o juiz determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo período de 180 dias. O investigado está obrigado a manter seu endereço atualizado e comparecer a todos os atos processuais, sob pena de revogação do benefício. Enquanto o processo segue, as evidências digitais permanecem sob análise pericial para determinar a extensão da rede de compartilhamento e verificar possíveis vínculos com outros envolvidos. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas pelo portal g1 Mato Grosso do Sul.

O Ministério Público reforça um alerta importante à sociedade: o compartilhamento de imagens ou vídeos com conteúdo de abuso sexual infantil é crime, mesmo quando realizado com o intuito de denúncia em redes sociais ou aplicativos de mensagens. A orientação é que qualquer material suspeito seja reportado diretamente aos canais oficiais de investigação.

Fonte: g1.globo.com


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