O tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, após ser baleado na cabeça no último sábado, dia 27. A família divulgou um comunicado no domingo, informando que ele apresenta “resposta neurológica positiva” e uma evolução clínica satisfatória, apesar da gravidade do quadro.
Ronickson é irmão de Eloá Pimentel, que foi morta em 2008 após ser mantida em cárcere privado por 100 horas. O tenente foi atingido por disparos na manhã de sábado na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, e foi socorrido pelo helicóptero Águia da Polícia Militar, passando por uma cirurgia neurológica de emergência.
A Justiça de São Paulo decretou, no domingo, a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de envolvimento no atentado. Eles foram localizados pela Polícia Militar em Guaianases, na Zona Leste da capital, e levados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A investigação aponta que, embora não sejam considerados os autores dos disparos, eles teriam prestado apoio logístico aos criminosos.
Um terceiro homem, de 24 anos, se apresentou ao DHPP acompanhado de um dos detidos, mas não foi preso. As investigações continuam em andamento. Imagens do sistema de monitoramento da cidade auxiliaram a polícia na reconstrução da rota de fuga e na identificação dos veículos utilizados pelos suspeitos. A análise das imagens permitiu rastrear o deslocamento dos criminosos até a comunidade de Heliópolis, na Zona Sul, onde a motocicleta usada no ataque foi abandonada.
Além disso, as gravações indicaram que os atiradores contaram com apoio logístico de outros veículos, incluindo um automóvel que transportou um dos suspeitos até o local onde ele embarcou na motocicleta. Dois automóveis apreendidos durante a operação serão submetidos à perícia.
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