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Polícia prende em Brasília suspeito de aplicar golpe milionário contra agricultores baianos

Polícia prende em Brasília suspeito de aplicar golpe milionário contra agricultores baianos

Um homem de 37 anos foi preso preventivamente em Brasília durante uma operação conjunta entre as forças de segurança da Bahia e do Distrito Federal. O suspeito é investigado por envolvimento em um esquema de furto qualificado que, segundo as autoridades, causou um prejuízo superior a R$ 1 milhão a produtores rurais do município de Juazeiro, no Sertão do São Francisco.

A ação policial, realizada em 12 de agosto de 2026, marca um avanço significativo na apuração do caso, que teve início após denúncias de agricultores locais. O crime, registrado em dezembro de 2025, mobilizou a Polícia Civil da Bahia (PC-BA) em um esforço interestadual para localizar os responsáveis pela fraude.

Investigação da Operação Magicae Arca

A prisão do investigado integra a segunda fase da Operação Magicae Arca, que apura fraudes estruturadas na venda de insumos agrícolas na região de Juazeiro. Durante o cumprimento do mandado na residência do suspeito, no Distrito Federal, os agentes apreenderam um aparelho celular. O dispositivo passará por perícia técnica para extração de dados, visando identificar outros integrantes da organização criminosa.

Este é o segundo envolvido capturado pela Polícia Civil da Bahia. O primeiro suspeito foi detido em São Paulo no dia 5 de agosto. As diligências seguem em curso para desarticular completamente o grupo e mapear a extensão total das atividades ilícitas cometidas contra os trabalhadores rurais.

Modus operandi e o prejuízo aos produtores

De acordo com o inquérito policial, o grupo criminoso utilizava uma estratégia baseada na oferta de insumos agrícolas com preços abaixo dos praticados pelo mercado. Para transmitir credibilidade, os suspeitos realizavam reuniões presenciais com os agricultores, exibindo vídeos e fotografias dos supostos materiais disponíveis para venda.

O esquema de fraude era executado no momento do pagamento. Os criminosos exigiam que o montante fosse entregue em espécie, acondicionado dentro de uma caixa, sob a justificativa de que o valor seria repassado diretamente aos fornecedores. Após receberem o dinheiro, um dos integrantes realizava uma troca rápida, substituindo a caixa original por outra preenchida apenas com papel.

Para mais informações sobre o combate a crimes contra o patrimônio, consulte o portal oficial da Polícia Civil da Bahia.

Fonte: bahianoticias.com.br


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